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8 razões para comprar ouro e 8 para não vender

“Don’t fight the FED, he has money than you have. Don’t fight the Market, he has more money than the FED has” Anonymous

Seguindo a noticia do Wall Street Journal que o Balanço do FED estourou os 3 Trilhões aproveito para publicar este post sobre Ouro que vinha ensaiando já há alguns dias.

Então vamos ver , em imagens, as 8 razões para comprar ouro e 8 para não vender

Primeiro vamos analisar quem está vendendo ouro

#1 Ben Bernanke

Ouro Ben_vendido Bernanke

 

# 2 François Hollande

Ouro_vendido_ Holande

#3 Obama

Ouro_vendido_ Obama

#4 Guido Mantega

Ouro_vendido Guido Mantega

#5 Mervyn King

Ouro_vendido_ Mervyn King

#6 Mario Draghi

Ouro_vendido Draghi

#7 Multidão (sabe tudo)

Ouro_vendido_ Galera

#8  Esse cara

Ouro_vendido Mendigo

Agora quem esta comprando

#1 Michael Burry

Ouro_comprado Michael Burry

#2 David Einhorn

Ouro_comprado_David Einhorn

#3 John Paulson

Ouro_comprado_John Paulson

#4 George Soros

Ouro_comprado_George Soros

#5 Jim Rogers

Ouro_comprado_Jim_Rogers

#6 Marc Faber

Ouro_comprado_Marc Faber

#7 Ray Dalio

Ouro_comprado_Ray Dalio

E lógico a razão principal que eu particularmente estou acumulando ouro

#8 Mr T.

Ouro_comprado Mr T

 

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A Tempestade Perfeita: Australia Colapse

Escrevi um posto no blog  The News Rider sobre o provável crash no mercado imobiliário na Austrália.

Desde então venho acompanhando mais de perto o quão eminente este risco esta de acontecer.

A razão pela qual a Austrália tem este risco está no fato dos preços das casas terem aumentado excessivamente nos últimos anos. Bem acima da media histórica.

Na minha opinião o que causou isto foram vários fatores sendo os principais.

–          Baixa taxa de desemprego

–          Constante crescimento econômico sem recessão por mais de 14 anos

–          Baixa taxa de juros relativo a media histórica

–          Forte aumento populacional, principalmente causado por imigração liquida positiva

O resultado do preço das casas podem ser observado no seguinte gráfico.

Veja que desde 2002 pouco antes do Mining boom que começou forte em 2003 o preço das casas quase triplicaram em algumas capitais. Em media os preços dobraram em valor.

O que as vezes me revolta e isto e pra cala a boca de quem argumenta que a UNICA razão do aumento do preço das casas foi Supply and Demand e que tem MUITA demanda por casa e os preços NUNCA vão cair… Neste momento que eu fico mais bear do que nunca.

Veja a causa neste gráfico o crescimento do total do estoque de hipoteca na Austrália no mesmo período. (eixo esquerdo) e valor da hipoteca media (eixo direito)

A quantidade de estoque de hipoteca subiu de 300bi pra pouco mais de 1 trilhao no período. Ou seja apesar das casas terem subido cerca de 100% (dobrado) a quantidade de divida cresceu 230% (mais que triplicou). Ai você me pergunta o que empurrou a “demanda”. Fora a questão dos juros que são bem mais baixos o que permite maior alavancagem com o mesmo fluxo de caixa.

Continuando o raciocínio, o que começa a dar sinais que o castelo de cartas esta caindo é que parece que este movimento esta perdendo momento e a capacidade da família media Australiana e investidores a continuarem tomando emprestado esta desacelerando e ficando cada vez mais difícil.

Veja que o tamanho do empréstimo médio esta estagnado ali na cada dos 290mil desde 2009.

Mas antes de prosseguir quero mostrar o gráfico que mais vale a considerar neste cenário.

Que e a capacidade de empréstimo e como  a tradução fica difícil de ser precisa  eu chamo de affordability (capacidade de bancar).

No eixo esquerdo esta a % da renda media indo para pagamento de juros de hipoteca e eixo direito o preço médio das casas. Veja que o preço pago em juros pode cair mesmo com o preço das casas subindo. Isto porque na Australia a esmagadora maioria dos empréstimos são em juros variáveis. Caso o governo corte os juros em caso de crise o pagamento mensal fica mais em conta. O que foi o que ocorreu em 2008, mas desde 2009 o governo vem aumentando os juros apertando o cinto da galera.

O mais impressionante na Australia é que depois do colapso da crise de 2008 os preços aqui CONTINUARAM a subir. Isso pra mim é jogar mais gasolina em uma pilha de palha só esperando a faisca explodir.

Em 2008 veja que o banco central australiano deu uma apertado no juros e isto levou a proporção de juros sobre a renda media ao MAXIMO de quase 40%. Veja que de certa forma isto refletiu no preço das casas que deu uma caida neste período.

Em 2009 quando os juros bateram a mínima de 3% esta proporção despencou para menos de 25%. Isto na época encorajou que mais pessoas se endividassem e entrasse no mercado imobiliário. Só nos últimos 3 anos o estoque de divida subiu de 800bi a mais de 1 trilhao.

E pra complicar as coisas os bancos estão também apertando os cintos mais ainda, pois desde a crise de 2008, com o aumento do custo do funding dos bancos Australianos, eles aumentaram os spreads em relação a taxa básica de juros. Isto para compensar a dificuldade de levantar dinheiro barato no mercado internacional. Veja no gráfico abaixo.

Devido a este aperto de cinto a população Australia tem sido bem cautelosa ultimamente. O que me da um pouco de esperança de alguma forma. E isto inclusive ajuda na menor severidade de uma possível crise imobiliária.

Esta cautela foi muito bem colocada pelo presidente do Banco Central Australiano, Glen Stevens, no discurso que deu recentemente:  The Cautious Consumer

Resumão do discurso é que a população vem economizando mais dinheiro dinheiro e emprestando menos se comparado a media dos anos do Boom ou pre-crise. O que estão fazendo é tentar reparar os balanços patrimoniais pessoais devido a vertiginosa queda dos ativos nos últimos 3 anos.

Indo pra conclusão, pra mim, eh muito difícil dizer o que vai causar a quebra. Se causar… mas muito difícil de não ocorrer algum tipo de correção no mercado aqui. Nem que seja estagnação no mercado para voltar a linha de tendência media de longo prazo.

Podem ter  vários motivos que podem servir como gatilho, mas pra mim o principal é claramente uma desaceleração na  China que é o que vem puxando a economia Australiana. Principalmente nos últimos 2 anos com o estimulo absurdo que teve la.  Expliquei mais sobre isto no post: A China é uma bolha

O que colocou mais risco na situação é que apesar da desaceleração nos EUA e na EUROPA nos últimos 3 anos a China, pelo contrario,  continuou consumindo minérios como se não houvesse amanhã. Com isso a Austrália praticamente não sofreu com a crise a não ser um pequeno susto em 2008. E tecnicamente a Austrália nunca esteve em recessão, que é 2 trimestres com crescimento negativo de PIB.

Indo ao titulo do post “A tempestade perfeita” eu acredito que uma desaceleração na China causara o efeito domino na Economia Australiana. E todo este cenário possível causara esta tempestade perfeita.

Se a China desacelerar o desemprego vai aumentar rápido na Austrália, assim a capacidade de pagar divida de hipoteca vai despencar. Isto colocará muito pressão de venda no mercado fazendo com que os preços despenquem. Isso gerara um enorme crise bancaria aqui, pois a Australia é o pais onde a carteira de credito imobiliário é a maior do mundo proporcionalmente. O Commonwealth Bank tem 60% de sua carteira em credito imobiliário e uma crise seria desastrosa.

Mesmo os bancos Australianos serem considerados um dos mais seguros do mundo. Este anos os 4 maiores eram AAA e tiverem o rate rebaixado…. porque sera.

No momento estou pensando em formas de comprar seguros contra esta possível crise. Enquanto o seguro esta barato e em tempo.

Pode ser que isto nunca ocorra, mas como disse no post anterior… melhor prevenir do que não fazer nada e depois se matar por ter tido a oportunidade e mesmo assim não feito NADA.

Acho que algumas sugestões de proteção seria comprar PUTs (opcoes) out of money do indice de acoes, short o indice de materials (mineradoras), short os bancos e comprar PUTS e ficar uma parte em caixa

Tenho acompanhado noticias preocupantes da situaçao na China e a bolha que ocorre la.

Apenas como exemplo algumas matérias.

Que tal uma matéria da absurda destruição de capital que ocorre neste momento com as CIDADES FANTASMAS

Ou bancos Chineses com balanços suspeitos

e pra finalizar a situação da inflação saindo do controle e o Banco chinês com dificuldade de implementar politica monetária

Enquanto isso na Australia os preços das casas começando a escorregar e preocupar com mais este artigo no WSJ

Pra finalizar o post outra coisa de preocupar é a recente inversão da curva de juros na Australia que é um indicativo de recessão eminente…

Depois que a tempestade passar sera uma boa oportunidade de comprar ativos na Australia, pois aqui é uma terra muito sortuda e temos recursos que são muito valiosos no mundo como minérios (Ferro, Cobre, Uranio, Ouro,Carvao, Diamante… dentre outros). Apesar de uma possível, não certa, correção na China. Acho que a China/Asia caminha para dominar o mundo economicamente. E a Austrália esta MUITO bem posicionada geograficamente.

Aguarde um post com update de uma possível desaceleração na China e o OBVIO que ainda ninguém fala muito e quero falar mais sobre o tarde do SECULO que já foi dado a dica pelo Paul Tudor Jones.

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Fim do Mundo em 2012

Faz tempo que queria escrever aqui sobre o fim do mundo em 2012 ou o fim do mundo em geral.

Ano passado em uma viagem internacional assisti o filme 2012 no avião. Alias não recomendo como um bom filme pra assistir em avião. 🙂

Realmente impressionante o filme que foi baseado na especulação que o mundo tem data marcada para terminar. Se não me falha a memória dia 28 de Dezembro de 2012. Se for verdade praticamente temos mais 1,5 ano de vida. 🙂

Não quero me prolongar muito aqui no post, mas depois de pouco refletir sobre o filme e a remota possibilidade de ser realmente verdade acho que o plano de ação é o seguinte.

A hipótese é tão absurda que o que se deve fazer em preparação é: NADA.

Então, se o mundo fosse realmente acabar numa catástrofe de tamanha magnitude não teria pra onde correr a não ser ficar esperando sentado até que um rio de lava te afogasse, ou um tsunami ou furacão te levasse pro espaço. Fim de historia.

Este é um assunto que não vale a pena pensar e não há o que fazer, mas simplesmente ignorar, pois o gerenciamento de risco em tal evento é inútil ou em outras palavras não tem stop loss que salva o trade.

Mais um comentário sobre o filme antes que conclua o post.

Supostamente no filme tinha  uma saída, ou uma luz no fim do tunel,  para a total catástrofe. Seria entrar em uma das arcas criadas por uma “grande corporação” que salvaria quem conseguisse entrar nela. Só que tinha uma condição: Comprar a passagem.

A coisa absurda e sem sentido no filme do filme é que a passagem custava 6 bilhoes de Euros ou algo absurdamente caro. Não importa o numero aqui, mas tipo o que acho mais absurdo que o valor é que como que uma pessoa que faz um filme de tal orçamento não consultou um economista e deixar se constranger a total absurdo.

Se quiser entender melhor o meu ponto leia o post

La explico que a existência de dinheiro nada mais eh que uma promessa de boa fé. Dinheiro de papel só vale porque tem um acordo na sociedade em troca-lo por bens e mercadorias. Complementando dinheiro só existe porque autoridades monetárias emitem papel lastreados por títulos que pagam juros (custo do dinheiro) e também controlam sua oferta e demanda para manter considerável poder de compra ao longo do tempo.

E o que mantém o boa fé é o fluxo de caixa gerado pela economia onde o governo, empresas e indivíduos podem honrar o lastro do dinheiro fazendo com que todo o sistema financeiro funcione.

Numa total catástrofe, como a do filme, onde não tem capital pra gerar fluxo de caixa, instituições pra emitir a moeda.. ela passa a ser um mero pedaço de papel, pois todo o sistema não existe mais e o papel não tem nenhum valor.

Fico imaginando o que esta empresa faria com tal quantia de euros depois do fim do mundo…

Faria  mais sentido a passagem ser paga em algo que tenha valor intrínseco como por exemplo ouro ou outra commoditie que poderia ser preservada depois da catástrofe.

Encerrando o assunto do fim do mundo, que acho que não vale a pena gastar muita energia.

Entretanto, aproveitando o ensejo deixo aqui uma reflexão quanto a gerenciamento de risco.

As gerações de 1946 pra cá foram uma das mais abençoadas da historia. Baby Boomers (meus pais), Geração X (Eu) e Geração Y (Nascidos depois de 1982).

Acho que o grande problema destas gerações é que elas so PESSIMAS em gerenciamento de risco, pois na verdade nunca precisaram muito se preocupar com adversidades e crises.

Veja a geração dos meus avos/bisavós o que passaram no inicio do século como a grande depressão da decada de 30 e as primeiras e segunda Guerra. E bota crise nisto.

Assim, vale a pena refletir os desafios que as gerações atuais passam e enfrentarão no futuro próximo e distante. Não acredito em uma nova grande Guerra, pois isto seria o fim do mundo mesmo ou como um Armagedom, pois acho que as guerras atuais são guerras econômicas e não bélicas.

Estas guerras economicas podem gerar grandes crises. a pergunta estão é:

Voce está preparado para um mundo de inflação, falta de alimento, constantes cheques econômicos?

O que esta fazendo para se preparar para tal evento?

Se voce acha que não sou maluco e é um cara ultra bear, não que eu seja, alias sou um cara otimista/realista em geral.

Recomendo visitar o site do Chris Martenson e assitir a este video.

Nao que seja bear a este ponto, mas o que queria enfatizar aqui é a questão de gerenciamento de risco e que deve ser considerado em trade. Os principios básicos são o seguinte.

Sabendo da existência de uma risco provável os possiveis planos de ação sao:

Me previnir e:

  • O risco NAO ocorrer, assim eu tenho muito pouco a perder. Tipo perco no meu stop ou perco o prêmio do seguro pago.
  • O risco ocorrer. Neste case me protejo e ainda posso fazer grana na adversidade.

Não me previnir e

  • O o risco ocorrer. Aqui eu tenho MUITO a perder. Posso perder tudo que tenho na pior das hipóteses.
  • O risco NÃO ocorrer. Pode considerar aqui que tive SORTE.

Enfim a moral da historia é que gerenciamento de risco em trade e na vida é essencial.

Eu naturalmente sou uma pessoa prudente e me deixa abismado ver pessoas que acham que dias piores não vira e que tudo são flores.

Veja a primeira ministra da Austrália em entrevista que deu ao WSJ quando perguntada sobre o crescimento econômico na China. Ela esta bem certa que vai continuar…

Eu não teria tanta certeza assim, mas este é assunto para um outro post sobre a provável crise que a Austrália pode ter.

Clip: http://jeremy-lifeblog.blogspot.com

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TSHTF?


“Insanity: doing the same thing over and over again and expecting different results.”  Albert Einstein

Clip: http://66.147.244.179/~velaepav/wp-content/uploads/2011/08/macaco.jpg?w=251

Quem pode estourar a bolha atual em ouro? Se ainda acha que nao é uma bolha. Leia minha analise sobre ouro.

Na minha humilde opinião a bolha de ouro somente estoura quando alguem que tem o mesmo colhões que Paul Volker tinha quando estava determinado em acabar com a inflação do final dos anos 70 e início dos 80, nem que isso custasse mais um choque no mercado de trabalho e uma tremenda recessão.

No entanto, temos Ben Bernanke no controle da politica do FED e com ele no poder a estratégia de investimento é bem simples:

– Compre ouro em correções

–  e venda acoes em rallies.

Estamos presenciando Ouro no ponto mais alto da historia em termos nominais e em termos reais não estamos muito longe que gira em torno de 2200 USD a onca.

Vou aproveitar este momento de tumulto para dar mais uma pincelada macro e uma atualizada na minha visão macro para onde as coisas devem estar caminhando em termos de tendências e possíveis cenários.

lógico o objetivo aqui não eh adivinhar o futuro, mas seguir as macro tendências e lucrar com elas.

Stay with the trend.

Recentemente, e bem oportunamente, acabei a leitura do melhor livro que já li em macroeconomia  atual e que explica muito bem a situação em que a economia mundial se encontra, suas inter-relacoes  e quais são os possíveis cenários, dependendo das decisões dos lideres mundiais em como lidar com a difícil situação atual. O livro é altamente recomendado se você se interessa em proteger a sua riqueza na possível quase inevitável crise que pode estar a frente de todos nos. E mais do que proteger sua riqueza ela apresenta enormes oportunidades de fazer dinheiro com tendências macro como mega boosts and bangs no mercado. Se não quer correr riscos, pelo menos pode proteger sua riqueza, se ainda tiver alguma.

Antes que continue o post o nome do livro eh ENDGAME the John Mauldin.

O problema parece complexo. Complexo pra quem quer que seja complexo. Eu por exemplo vejo com bastante clareza.

Em suma:

A primeira bomba que estourou em Novembro de 2007 com o topo histórico nos mercado de acoes no mundo e tudo o que aconteceu depois ate aqui, segundo o mega investidor Geoge Soros, é o que chama de Financial Crises Act I e parece que com os acontecimentos recentes que podem ser marcados como divisor de águas

  • downgrade dos US treasury pela S&P
  • e o debate e a postergacao da resolucao do problema da divida Americana
Estamos entramos no Act II da crise.

O foco aqui é lancar a base pra minha estratégia macro de investimento e quais grandes tendências e busts eu tenho que aproveitar pra surfar.

O que tem acontecido na economia Americana, e o que foi muito bem colocado por Paul Tudor Jones em sua carta a investidores em Outubro de 2010, é um grave problema estrutural causando vários desbalanceamentos na economia mundial e que proporcionara tremendas oportunidades de ganhar dinheiro e dependendo qual forem as acoes dos lideres mundiais. Estas tendências podem se acentuar e acontecer mais rápido do que muitos prevêem.

Continuando o raciocínio da atual situação, uma grande bolha de debito estourou em 2007. Esta bolha que proporcionou o bear rally da bolsa de 2003 a 2007 e a MEGA bolha de commodities e do mercado imobiliario no mesmo periodo.

O Fluxo de recursos teve a seguinte dinâmica na década de 2000.

EUA, Europa e Mundo desenvolvido emprestou dinheiro a perder de vista com juros baixíssimos, ou pelo menos bem abaixo da media. Com este dinheiro comprou bujiganga a dar com pau da China que processou recursos naturais enviados por paises produtores de recuos causando o maior minning boom a humanidade jamais viu.

Assim, como bem concluído por Paul Tudor Jones, o crescimento econômico ocorrido nos EUA e no mundo, incluindo na China neste período (2003-2007), é uma grande anomalia causado por ilusões do credito e dinheiro fácil.

Uma das grandes consequências disto, e continua ocorrendo em massa é o que chamamos de destruição de capital. Em outras palavras dinheiro sendo investido em projetos onde o retorno eh abaixo do custo de capital.

Esta loucura do credito também causou uma mudança de paradigma no mundo de commodities que coloca pressão forte nos recursos naturais aumentando fortemente seus preços. Cada vez mais.

Isto com certeza beneficiou, países como Austrália, Brasil, Russia, EAU e Canada, mas ao mesmo tempo coloca-os em maior risco se a roda parar de rolar. Nestes paises foram criados imensas bolhas imobiliárias. Principalmente Australia e Canada e se fala no momento que escrevo que elas estao prestes a estourar, mas isto é um assunto pra um outro post que esta na ponta da minha lingua.

Continuando a historinha, como estouro da bolha em 2007-2008 o mundo todo, principalmente no mundo desenvolvido EUA e Comunidade Europeia devido a grande divida que elas tinham ( a ainda tem so que maior) causou o que chamamos de uma RECESSAO DE BALANCO. A maior JAMAIS VISTA.

Pra quem não entende de contabilidade a equação que explica a situação é

patrimônio Liquido = Ativo – Passivo

Com a quebradeira de 2008 o valor dos ativos despencaram, entretanto o valor do passivo (divida) continuou inalterado, mandando empresas, indivíduos e alguns governos insolventes, pois seria impossível pagar as dividas com a venda dos ativos depreciados. Podemos dizer que os balanços ficaram debaixo d’agua ou em outras palavras insolvente.

Neste cenário de crise de balanço o mundo desenvolvido entrou em um processo de deleverage (desendividamento) ou contracao de credito onde as pessoas seriam forçadas a frugalidade, passar a economizar e pagar as dividas acumuladas nos últimos 30 anos e isto assustava muito as autoridades mundiais na epoca. Inclusive o sistema financeiro na epoca ficou paralizado e em total PANICO.

Fazendo comparação do que é conhecido na historia seria algo parecido ou pior do que aconteceu na crise mundial dos anos 30 onde as forcas do desendividamento (Deleveraging) foram tão fortes que causou uma crise que demorou a bolsa 25 anos a se recuperar de seu pico em 1929.

E no interim a crise de 29 “causou” a 2 Grande Guerra. Espero que esta não cause grandes conflitos mundiais.

Neste cenário em 2008, nao só o mundo desenvolvido sucumbiria, mas a sinergia mostrada acima seria cessada.

Inclusive o modelo exportador do mundo em desenvolvimento, como China e os países produtores de Commodities e todos que foram beneficiados pela farra de credito que teve entre 2001-2007 seria cessado também. Causando grande depressão não só no mundo desenvolvido, mas no desenvolvimento e a casa de maquina mundial (China) iria dar uma bela duma desacelerada.

As autoridades politicas mundiais LOGICO tem memoria curta e não aprendem como que acontece na historia, achando que desta vez seria diferente. Então, ao invés de deixar que o próprio sistema se livrasse da sua podridão, deixando que negócios inviáveis fossem a bancarrota… mas isso seria MUITO DOLORIDO…

NAO!!!!! resolveram livrar a cara dos incompetentes, principalmente dos bancos que ajudaram a acelerar o processo por serem gananciosos, juntamente com todos que tomaram credito, as agencia de credito, que não fizeram seu trabalho, alias colocaram mais lenha na fogueira.

Pra livrar todo o sistema do colapso as autoridades monetárias nos EUA e agora na Europa embarcaram num programa de recompra de ativos através da emissão de mais divida (que em outras palavras impressão de dinheiro) em uma tentativa de magicamente reparar os balanços em frangalhos.

As consequências destes programas estão nas evidencias do mercado desde então.

O que se esperava com este programa  conhecido com QE (Quantitative Easing) era estimular a economia e criar empregos e tirar o mundo desenvolvido da recessão… mas HELLO HELLO !! o problema estrutural não foi sanado que é a divida mundial e a ineficiência na alocação de capital. Ela continua la e a todo vapor e juntamente o problema de desemprego estrutural nos EUA.

Só pra ter uma ideia no QE foram impressos 1.4Trilhoes (QEI) + 600 Bilhoes (QEII) e a taxa de desemprego Americana caiu de 10% pra 9%. O que não cai a ficha é que o problema de desemprego é estrutural. As  cerca de 8 milhoes de pessoas que perderam o emprego na crise nos EUA estavam trabalhando na industria bolha (e.g. financeira e mercado imobiliario). E mais de 10 milhoes de empregos industriais nos EUA foram tranferidos para paises como a China.

Assim, ao invés de estimular a economia e gerar empregos as consequências não intencionais que este programa causou foi a re-inflacao do mercado de bolsa e de commodities com a tremenda injeção de liquidez no mercado. Pra ter uma ideia de marco de 2009 a Junho de 2011, tempo que durou o programa a bolsa subiu 100%. Sem falar em commodities que algumas subiram 200%+.

O que aconteceu é que este dinheiro e liquidez só ficou em ativos especulativos e não fluiu pro consumidor, pois este, no mundo todo, se encontra em contracao. Os indivíduos e empresas esta tomando emprestado como estava antes de 2007 e pelo contrario evidencias mostram que estão economizando dinheiro. As empresas no mundo todo estao com uma montanha de caixa comparado com 2007.

Resumo da opera o governo Americano imprimiu montanhas de dinheiro pra comprar ativos, muito dos quais podres e a taxa de desemprego americana caiu de 10% pra 9% e o PIB quase não moveu um tick e continua estagnado e fala-se seriamente de uma nova recessão. E esta e a pior recuperação econômica de recessão registrada desde a crise de 29. Nao sei se fui claro aqui. 2 trilhoes + de impressao pra comprar ativos que despencaram em 2008  e outros programas de estimula sem contar dinheiro de Bail Outs… e o que eles mais temiam, que é o MOSTRO da DEFLACAO e a economia entra novamente em recessão. Enfim estão tendo exatamente o que NÃO queriam e isto em menos de 3 anos depois. A famosa DOUBLE dip recession esta aqui. BEM VINDO.

Mas e a CHINA? Como que neste período cresceu 9% ao ano?

Foi comentado em detalhes a situação lá e o perigo de uma grande bolha imobiliária no artigo (A China é uma bolha?)

Resumo é que com o MEDO também de sucumbir a China teve o MAIOR programa de estimulo em relação ao PIB no mundo. 14% do PIB. Pra complicar as coisas hoje 40%+ do seu PIB eh construção civil e o que esta ocorrendo la é a MAIOR destruição de capital da historia. A bolha imobiliária Japonesa parece fichinha perto do que esta prestes a acontecer na China. E eu aqui na Austrália fico preocupadissimo, pois a situação tomara proporções BIBLICAS. E Brasil vai pro buraco junto.

Enfim, amarrando tudo.

O mercado esta dizendo que a rumo das coisas daqui pra frente é deflação. E o recado que o mercado esta mandando pro Ben Bernanke eh: “Quanto dinheiro voce esta disposto a imprimir?”

O mode do sistema agora é deflação e os investimentos nas tendências são:

  • Longo Treasuries no EUA
  • Short Equity (Bancos, Mineradoras, Cobre e minerais industriais)
  • Acumular Ouro nos dips com um stop loss na linha de tendência (tem que ser macho aqui), pois depois uma hora inflação vem
  • Short ou Fora de commodities por enquanto atento ao desenvolvimento dos precos commodities e pensar em acumular caso a coreção for feia principalmente Petroleo, Gas, Agricolas e Softs
  • -Grande proporção dos ativos mesmo em caixa, que é uma posição a meu ver.

So que como conheco o eleitorado virão com um programa de estimulo pra tirar a economia do buraco. Uma hora ou outra. Talvez o Ben deixe a deflacao vir mais, pra ter uma boa desculpa pra imprimir mais dinheiro.

Fique atento na sexta ao discurso do Ben Bernanke quando sair do Jackson Hole. Conferencia do FED anual.

Quase 100% de certeza que será mais QE… neste caso… não se posicione no cenário deflação e surfe mais uma vez na onda da inflação que é o trade espelho (fazer quase exatamente o contrario).

Até chegar o dia do GAME OVER quando o mercado de bonds vai dizer ENOUGH is ENOUGH e inflação vai entrar em segunda, terceira, quarta e quinta marcha.

–          Neste momento pode pensar em short treasury na linha de tendência de longo prazo,

–          Segurar ouro que vai pra lua (Target 5000 USD) e dai vender caso apereca um novo Paul Volker

–           Sair TOTAL de caixa pra preservar seu poder de compra

–          Comprar hard assets (commodities).

Quando chegarmos neste estagio pode ser que testemunhamos o EDGAME. Prateleiras vazias,possivel  hiperinflacao em alguns paises, remota possibilidade da volta de um padrao ouro, conflitos mundiais e as pessoas tendo que mudar paradigmas como plantar o proprio alimento, usar carros mais efficientes, sair do modelo de hidro carbons (petroleo)

Basicamente teremos que apertar o RESET BUTTON.

Até lá. ENJOY THE RIDE.

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Keynes era especulador em FX

John Maynard Keynes conhecido como o pai a macroeconomia moderna e é louvado pela sua mente brilhante por não menos que Bertrand Russell que diz que Keynes era…

“one of the most intelligent people he had ever known,”

Até mesmo seu arqui rival e critico F. Hayek :

“He was the one really great man I ever knew, and for whom I had unbounded admiration. The world will be a very much poorer place without him.”

Keynes era realmente brilhante. Uma das pessoas mais influentes do seculo 20. Serviu seu pais, Reinio Unido trabalhando no tesouro no inicio do século passado e sempre era convidado para dar sua opinião economica a chefes de estado em eventos que marcaram a historia como por exemplo no Tradado de Versalhes.

Neste tratado onde foi definido quem ficaria com os espolios da Primeira Grande Guerra e decidido quanto os perdedores (Alemanha) teriam que pagar em reparos de guerra. Inclusive Keynes ficou um pouco receoso com a quantidade de dinheiro a ser pago pela Alemanha. O que na época foi o que causou a Segunda Grande Guerra devido a crise que isso gerou na Alemanha nos anos 30.

Dentre outras influencia Keynes influenciou a politica do New Deal de FDR (Frank Delano Rosevelt) na decada de 30 que “tirou” os Estados Unidos e o mundo da Grande Depressao.

Já no final de carreira e no fim de sua vida Keynes influenciou muito na Conferencia de Bretton Woods onde foram criados o Fundo Monetario Internacional (IFM) e o Banco Mundial (World Bank).

Enfim não há duvida que Keynes foi um gênio da economia e hoje suas teorias estão diariamente nos jornais. Ainda mais agora com a crise economica global de 2008 que ressuscitou ainda mais o debate de suas ideias, inclusive governos e bancos centrais estao implementando suas ideias hoje.

O motivo do post nao é fazer apologia a Keynes, mas adicionar a sua mini-biografia que, além de ser um gênio, de macroecomia Keynes era especulador no mercado de FX (Moedas) e commodities. Isso mesmo Keynes era trader.

Comecou um pouco tarde. Lá pelos seus 36 anos em 1919, logo depois do final da primeira Guerra Mundial.

Keynes deve ter sido mordido pelo mesmo bicho que me mordeu quando descobriu as maravilhas da alavancagem do mercado de Forex e Commodites.

Na epoca tomava posições de 40,000 libras com uma conta margem apenas de 4,000. A Alavancagem era de 10x. Muito mais conservador que a de 400x permitido hoje.

No Inicio Keynes apostava baseado em suas teorias macroeconomicas de longo prazo. Apostava em moedas como o Dolar Americano, Marco Alemao, Lira Italiana e a Moeda indiana, onde morou no inicio de sua carreira.

Em uma carta enviada a sua mãe na decada de 20 onde Keynes ganhou 20,000 libras apostando contra as moedas europei disse:

“I am indulging in an orgy of shopping. . . I think we have bought about a ton so far. . .”

O cara esbanjava o lucro que fazia operando FX.

E como nem tudo são rosas, Keynes acabou aprendendo a amarga lição do especulador que nao tem regra de money management. Acabou perdendo tudo. Perdeu a camisa e acho que até as calcas.

Na epoca tinha acabado de publicar um livro : The Economic Consequences of Peace

Entao pediu um adiantamento de 1,500 libras do seu editor pra continuar a especular no Mercado.

Olha o vicio….

Desta época que vem a famosa frase de Keynes :

“The market can stay irrational longer than you can stay solvent.”

Desta vez Keynes comecou a ser mais cauteloso operando time frames mais curtos e com uma regrinhas de money management mais avancadas e também emprestou mais 5,000 libras de um “padrinho”.

Foi ficando bom no negocio e ai comecou a especular nao so em moedas, mas em commodities como borracha, algodao dentre outras.

Em de 1925, 4 anos depois, ja tinha transformado os 5,000 libras em 55,000 libras

Pra ter uma idéia isto em dinheiro de hoje da cerca de USD1.5 Milhao ( 2.5 milhoes de reais) considerando uma inflacao de 3.5% ao ano.

O cara era bom.

Se quiser saber mais e ver que nao estou inventando historia faca voce mesmo a pesquisa sobre o assunto.

Eu descobri isto quando li o livro: The Lords of Finance: The Bankers Who Broke the World. Que alias é uma excelente leitura se quiser endender a quebra da bolsa em 1929 e a de 2008 tambem que tem suas similaridades.

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Ler jornal e ver TV emburrece?

Love All, trust a few, do no wrong to anyone – William Shakespere

Quando criança não gostava de ler jornal, ainda estou pra achar a que gosta. Meu pai assinava o Estadão (O Estado de São Paulo) e lembro que era branco e preto e o uso mesmo era pra fazer balão galinha. Eu gostava mesmo era de ler gibi. Todo domingo de manhã pedia pra meu pai deixar ir com ele na banca de jornal la no centro de Prudente ai eu descolava uns gibi do tio patinhas, da monica e umas figurinhas pro meu álbum seja qual estivesse colecionando.  Meu interesse por gibi continuou por uns anos ate eu descobrir a revista MAD. Ai comecei a colecionar. Um lixo, mas dava boas risadas.

Voltando ao jornal também lembro que um dia meu pai me avisou que o Estadão estava lançando o Estadinho.  Uma edição de domingo só para crianças. Confesso que comecei a colecionar. Era uma edição por semana. Lembro que a folha tinha a Folhinha e ate era mais antiga que o Estadinho, mas em casa a folha não entrava. Talvez por isso nunca gostei da folha. Acho que não eu até tentei. A conclusão que cheguei eh que era a falha de São Paulo, isto pela quantidades de erros que tinha.

Veio então meados da década de 90 e o jornal começou a ganhar cor e as vezes eu lia e bisbilhotava, mas finalmente foi quando estava no colegial (Ensino médio) que comecei a ler o jornal sério. Comecei a ler todo dia, pois queria passar no vestibular. começou então uma obsessão. Nessa época aconteceu muita coisa. Lembro do Impeachment to Collor, Caso PC Farias, os cara pintadas, a liberação do países bálticos, o plano real a Guerra na Bosnia e etc.

Confesso que comecei a aprender bastante e minha redação melhorou. Alias foi o que acabou me colocando na faculdade, pois não era brilhante em matemática nem em português,  mas historia geografia e redação eram meus fortes e acredito que a leitura de jornal ajudou bem. Ate meu português melhorou.

Um dia já na faculdade um amigo que na época trabalhava na Heding Griffo me disse que a mídia era o “maior meio de manipulação das massas” deste ponto então comecei a pensar sobre isto. Demorou mais uns 15 anos pra realmente a ficha cair.

Na faculdade quando mais eu aprendia, lia livros eu comecei a ser mais critico quando lia o jornal, principalmente a parte de economia.  Infelizmente com conhecimento vem o senso critico.

Eu inclusive parei de ler o Estadão a parte economia mudei para o Gazeta Mercantil e o Valor Econômico, pois o Estadão já estava ficando amador.

Aqui na Austrália eu logo de cara já descartei total a leitura do jornal de Adelaide “The advertiser”. Um lixo. Foi então que comecei a ler o Jornal de Melbourne, “The Age” bem melhor, mas logo vi que o melhor jornal da Austrália era o Financial Review e este li consistentemente todo santo sábado por uns 2 anos ate que finalmente tomei a decisão de PARAR COMPLETAMENTE de ler jornal e assistir o noticiário financeiro.

Quando realmente comecei minha pesquisa sobre trading e o que era importante pra ser bem sucedido. Para minha surpresa ignorar o noticiário era crucial.

Um dos principais princípios do trend follower Ed Seykota é: FILE de NEWS.  Ou seja, ignore as noticias, mas siga o seu sistema.

O noticiário financeiro sempre tem uma explicação pra o que aconteceu no mercado e criou seu chavões como.

–          O mercado hoje realizou lucro

–          Alto no juros derruba mercado

–          números do desemprego foram bem recebidos

Não é dificil achar uma. Agora mesmo vou procurar uma que saiu hoje no jornal.

Olha o seguinte comentário

“The fact the market has managed to stay in the green and above 4900 (for the ASX 200) is certainly a reflection of the current positive investor sentiment and a sign the market wants to go higher,”

Como que um cara tem a pachorra de dizer a palavra certeza, depois do fato ocorrido. Aposto que se o mercado tivesse caido abaixo dos 4900 o comentário seria outro.

Pra mim, isto tudo não passa de ruído e inclusive atrapalha quem esta tentando seguir as regras de um sistema de trading.

Tem gente que gosta de tradar (operar) a noticia. Tem ate termos famosos entre traders como.

–          Sell on the new event

Geralmente quando uma ação começa a subir sem muita explicação. Então, quando vem a noticia boa, a ação cai, na maioria das vezes. Ai vem o jornalista espertão e fala que o preço já tinha descontado a noticia.

Assim, hoje eu não leio jornal, mas leio blogs que já fazem o filtro pra mim do que é importante. Pois leio os blogs de pessoas que pensam parecido comigo e selecionam as matérias que eu normalmente prestaria atenção. (veja meu blog roll)

Os caras lêem os jornais pra mim e eu só leio a critica dos blogueiros.  Prefiro utilizar o tempo que estaria lendo jornal fazendo analises direto na fonte, pois afinal os dados que os jornalistas analisam estão disponíveis na fonte, só que não tem o ruído. Por exemplo, todos os numeros estatísticos econômicos que são de domínio publico (inflação, desemprego, taxa de juros etc). Assim como as cotações dos principais mercados.

E do ponto de vista de trading eu prefiro confiar mais no preço do que em qualquer outra coisa.

Concluindo:

Jornal é um excelente meio pra ampliar seus conhecimentos e formar sua opinião, principalmente se esta vindo de um patamar sem nenhuma experiência, mas ao mesmo tempo é um grande meio de te manter distraído e não focar no que é importante. Entretanto, não é bom manter o jornal totalmente fora do radar, pois é dai que a maioria esta tirando informação e é bom saber como  a massa esta lendo e sendo influenciada.

Enfim o jornal mais que um meio de manipulação de massas é um o maior meio de distração das massas.

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O que o mercado de bonds esta dizendo?

O que o mercado de bonds esta dizendo?

esqueça ouro, esqueça acoes no final quem fala mais alto são os BONDs.

Yes, My name is BOND! Mr. BOND.

O Volume diário do mercado de Bonds (USD1.6 Tri) é cerca de 5-6x o Mercado de ações (USD300bi) e 65x vezes maior que o que o mercado de ouro (USD23bi).

Pode argumentar que o volume do mercado de Forex (USD 3 tri) maior que o de bond. Sim e Forex é o mais liquido com os 3 Trilhoes de volume diário, mas na discussão do ovo e da galinha o Bond eh a Galinha e o Forex eh o ovo.

Agora falando sério, se estiver preocupado com o cenário inflação/deflação deve olhar muito mais pro mercado de bonds que o mercado de ouro, que ultimamente tem sido fomentado como um veiculo especulativo para quem tem esta com medo da inflação. Isso não quer dizer que não ache que o ouro pode chegar em 2,000 ou 5,000 USD um dia, mas isto é assunto para outro post.

A propósito se ainda coca sua cabeça e sempre quis entender o que eh inflação considere o artigo

O que é inflação

Alem deste tem outro artigo recomendado para pegar o fio da meada que escrevi num outro blog com o mesmo titulo, (o que o mercado de bond esta dizendo), comparando a discussão de dois especialistas no mercado de Bonds: Jim Grant e David Rosemberg.

Resumindo o outro artigo apesar deles terem visões opostas, ambos tem bons argumentos. Eu particularmente sou mais pendente a concordar com Rosemberg, pois sou atualmente um deflacionista. Que acha que esta havendo uma contração de credito e depreciação no preço dos ativos.

Na época do outro artigo era Abril de 2010 e o mercado de bond, que vem numa tendência de alta de quase 30 anos, se encontrava em um encruzilhada técnica, prestes a romper a linha de tendência de alta em uma formação ombro-cabeca-ombro de longo prazo, assim aconteça o que acontecesse um analista estaria mais certo que outro.

Jim Grant advoga que o mercado esta prestes a reverter a tendência de alta para uma tendência de baixa, pois Jim acredita que entraremos em um ciclo de inflação.

Rosemberg por outro lado acho que ainda tem muito pano pra manga e a tendência deflacionaria ainda continua por mais alguns anos (3 a 5) assim acredita que e a tendência de alta de longo prazo no mercado de bonds continua por mais um pouco e acredita que os yields dos bonds ainda vão cair mais ate a coisa reverter.

Só um pequeno parêntese: A relação do valor dos bonds e dos yields são inversas, ou seja se um sobe o outro cai e vice-versa.

Voltando a Abril de 2010 o mercado que parecia que ia despencar, rompendo a linha de tendência de alta, reverteu e começou a subir, subir, e assim Rosemberg começou a estar mais correto em seu prognóstico do que Grant.

Entretanto, em Novembro de 2010 a coisa começou a mudar e parece que a partir de então o mercado de bond esta sinalizando inflação e comecou a despencar em direcao da linha de tendência de Abril de 2010.

Agora pra te deixar mais confuso e perplexo uma coisa interessante esta acontecendo no mercado. Final de Setembro 2010 o FED (Banco Central americano) decidiu embarcar no Quantitative Easing II se comprometendo a imprimir 600 bibloes de dólares do nada ate junho de 2011 e comprar bonds pra manter os juros baixos e a economia no soro fisiológico.

Assim, com tanta liquidez injetada no mercado pelo FED no mercado de bonds que era de se esperar que a taxa de juros continuassem a cair e o preco dos Bonds subirem ou pelo menos ficarem onde estavam, mas as consequências não intencionais aconteceram e o preço dos Bonds começaram a cair, levantando as taxas de juros, que era o que o FED NAO QUERIA que acontecesse com o plano do QE2.

Alem do que já expliquei aqui acho pertinente observar outro aspecto do mercado de bond ou bond yield curve ou curva de taxa de juros.

Naturalmente ou em condições normais de temperatura e pressão esta curva é levemente inclinada indicando que o mercado espera uma inflação “moderada” ao longo do tempo e espera um prêmio de risco maior para dividas de mais longo prazo. Veja a curva autal do mercado de bonds americanos.

Quando temos uma curva invertida eh um indicativo de recessão, que ocorreu em 2007, pois naquele momento tinha uma expectativa de corte de juros no longo meio, longo prazo, que é o que acontece em uma recessão. Tem um gráfico que o Mish sempre atualiza que é o de yields que explica bem a situação nos ultimos 5 anos.

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Existe uma outra terceira configuração que é a intensidade da inclinação que é medido em Spread das taxas de curto e longo prazo que quanto mais inclinado mais preocupante a expectativa de inflação.

Aqui vai um gráfico com o spread de 2 e 30 anos que esta em 400bps que é o nível mais alto já registrado. OMG!

Grafico 2s30s

Da pra perceber que o mercado se encontra em mais uma encruzilhada novamente e deve mover em uma direção ou outra. OU NAO…

Lembre que meu papel aqui como trader não é adivinhar a direção do mercado mas reagir ao que o mercado reage. A ideia é deixas as pessoas inteligentes adivinharem a direção do mercado, entretanto quem é trend follower deve reagir ao que o mercado esta reagindo não tentar adivinhar.

Assim, pela configuração parece que no curto prazo a linha de tendência vai ser testada e os juros vão aumentar mais um pouco o que pode gerar o  mesmo cenário de Abril de 2010.

Deste ponto em diante os riscos maiores são:

1) Um colapso no mercado de bond e os juros dispararem o que será engatilhado por possivel uma “forte” inflação. Pelo menos acima da média.

Ou

2) O mercado bate na linha de tendência e volta a subir gerando deflação.

3) Qualquer outra coisa que não posso prever… e nem to muito preocupado.

Se o Segundo acontecer, que acho que eh o mais provável bolsa cai, todas as moedas caem e o Dolar Americano sobe, como aconteceu em 2008.

Se o primeiro acontecer, que acho o menos provável. Commodities sobem mais ainda , ouro, ações sobem e o dolar despenca mais ainda.  Fica difícil de acreditar que o 1 continuaria por muito tempo a ponto de gerar uma hiper-inflação no dolar americano, pois isso nunca aconteceu na historia.

O USD é a reserva mundial de todos os países. Tudo no mundo (Metais, Petroleo, Produtos Agricolas etc) é cotado em dólar e as reservas internacionais estão quase todas em bonds do tesouro americano que são LOGICO denominados em dólares. Pra mim seria como um GAME OVER se o primeiro acontecer. Por isso acho um pouco absurdo uma hiper-inflacao nos EUA com dolar.

Ate hoje tiveram 2 hiper inflação no mundo desenvolvido.

– Franca revolucionaria no sec XVIII

– Alemanha no pós primeira guerra

E isto porque estavam gerando um deficit de mais de 20% do PIB e hoje os EUA ainda esta chegando nos 10%.

Enfim quando a minha opinião macro acho que o cenário mais provável é deflação ate o nível de credito se ajuste ou o PIB mundial cresça de certa forma a divida ficar relativamente menor do que eh hoje. Em outras palavras “até que a podridão seja expurgada do sistema”.

Caso contrario, toda vez que os bancos centrais quiserem inflacionar a taxa de juros nos bonds vão fazer uma pressão contraria a esta tentativa, pois os devedores vão passar a gastar muito com juros e vão consumir menos.

Concluindo, como trader mais de longo prazo a tendência é de alta e dependendo de como que as coisas acontecem é melhor continuar longo na tendência de alta , mas se a coisa desandar pode ser melhor entrar short. Lembre-se tendências mudam e você deve estar atento quando isto ocorrer.

Lembre que isto não é uma recomendação de investimento, mas minha humilde opinião sobre o mercado de bond atualmente e o que ele esta tentando dizer.

Agora se você chegou neste ponto do post sem ficar entediado recomendo assistir este vídeo do Hugh Hendry.

Ele advoga meu caso e confesso que busco inspiração nele pra muita coisa, pois concordo muito com o que ele fala. Ultimamente ele tem sido extremamente bem sucedido como Hedge Fund Manager.

Acho que a parte que bem tem a ver com o post são os 2 ultimos minutos a partir do minuto 6 quando ele diz coisas como:

“ Epic Bull Market do NOT finish with a whimper but with a HUGE bang … [and then] yields can reach levels OUTRAGEOUSLY low

E também seu irreverente comentário sobre o mercado de ações.

“I reject its temptantions” , pois acredita que o mercado de ações esta num ciclo bear de longo prazo, como eu e já disse aqui no blog.

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Qual a minha visão macro.

Seguindo aqui o que disse no último post aqui vai as minhas crenças sobre o Big Picture ou minha visão macro.

Em Novembro de 2010 (pois isso pode mudar com o tempo). Vou manter atualizado aqui no blog.

Então vão os pontos que estão na minha cabeça.

A) Os mercados de ações nos EUA estão em um ciclo de baixa de longo prazo (secular bear market) medido em termos de P/E. Acredito que dure por um tempo. Tudo começou em 2000 com o crash dot com e vai até o inicio do proximo Bull market de longo prazo em mais ou menos 2015 ou 2010 ou mais tarde.
B) A maior economia, atualmente os EUA, está em sérios apuros e eles são:

a.Uma enorme dívida e um enorme  passivo não financiado  de longo prazo (Medicare e da Segurança Social)
b. O desemprego estrutural que não pode ser sanado no curto prazo, porque os empregos criados na década de 2000 através do aumento da dívida pública e privada já se foram e não podem voltar da noite pro dia além de ter ocorrido uma transferência de 8 a 15 milhoes postos de trabalho industrial para a Ásia (China) e outros emergentes nos últimos 20 anos

C) A China foi a economia que mais se beneficiou com o crescimento alimentado pelo crédito, que não é um problema isolado nos EUA, mas global. No entanto, seu modelo de fabricação de exportação impulsionado pelo credito mundial não é sustentável porque está baseado em dois principais fatores.
a. Dívida em todo o mundo, que atingiu o pico em 2007-2008 não pode mais ser expandida e está em contração no momento (caso de deflação no ponto F.)
b. A moeda chinesa esta desvalorizada por meio de manipulação atrelado ao dólar dos EUA.
D) A China, devido ao seu superávit comercial consistente ao longo dos últimos 15 anos, acumulou 2,4 trilhões em reservas de ativos. O que tem ajudado é o ponto C.b manipulação de sua moeda que está acontecendo durante os últimos 16 anos (desde janeiro 1994), mantendo desvalorizada para tornar os produtos chineses relativamente mais baratos no mundo, fazendo a economia chinesa mais competitiva, alem do fator de sua mao de obra ser muito barata. As estimativas da paridade do poder de compra diz que é desvalorizada em torno de 60%. Também ao longo dos anos, a China comprou 1,4 trilhões em ativos denominados em dólares em títulos do tesouro e que de alguma forma manteve o maior mercado consumidor do mundo (EUA) rodando em uma farra de crédito insustentável.
E) O crash do mercado de 2008 idicou o auge da bolha de crédito, o que significa que haverá, já esta tendo, uma contração do crédito, ao invés de expansão ao redor do globo. Por causa deste risco, de deflação, existe uma postura atual do Chainman do FED dos EUA (Ben Bernanke), que é combater a deflação a qualquer custo. Bernanke acredita que há uma capacidade quase ilimitada de emissão de dívida a um custo muito baixo em dólar.Ele está sendo bem sucedido ate aqui. Suas medidas para evitar uma depressão ainda não causou inflação. Sua ferramenta ou tatica foi baixar as taxas de fed funds para ZERO, desincentivando poupança e incentivando investimento, combinado com isto ele embarcou na estratégia de quantitative easing para comprar dívida publica e injetar dinheiro na economia. O QEI foi cerca de 2 trilhões e agora 600 bilhões foi o QEII anunciado a uma semana. As consequências vem sendo um fluxo de liquidez no mercado de ações causando rally na bolsa, rally metais preciosos, rally de commodities, rally de títulos , fluxo pra mercados emergentes ou seja, tudo está indo subindo e ainda assim a economia de os EUA estão em péssimo estado e da economia mundial está se arrastando.
F) O ponto E leva à dicotomia do debate Inflação versus Deflação. O que leva à deflação, ja comentados nos pontos acima em termos simples, é a contracção de dívida, que atingiu níveis insustentáveis em 2008. Eu creio que é o caso mais forte e que eu defendo (leia posts anteriores). Por outro lado, devido à postura do Fed (ponto E), existe um risco de inflação monetária que irá sustentar inflação de demanda devido ao aumento dos preços das commodities em geral. Os preços do ouro atualmente é o reflexo desse cenário de um possível risco inflacionário. Também isto está ajudando no aumento no preço das commodities que são denominadas em USD que é a reserva de moeda mundial. Assim como o QE o dólar americano também fica mais fraco.

G) A Austrália (onde moro e todos meus ativos estão aqui) e outros países que têm reservas minerais e commodities produtores de qualquer tipo têm sido os grandes beneficiários do aumento da demanda por commodities (dã). Existem muitos benefícios para a economia da Austrália como ter tido em média 3,5% de crescimento nos últimos 15 anos e hoje tem uma das maiores rendas per capta do mundo, maior do que EUA, Canadá e Reino Unido. No entanto o modelo exportador australiano de mercadorias só é sustentável se a China mantém o seu ritmo, mas como eu mencionei acima o seu modelo não é sustentável no longo prazo, pelo menos a esta ritmo alucinado. No médio prazo vejo riscos e alguns obstáculos e crises devido a um risco enorme de desaceleração na China. Entretanto, a Austrália continuará a se beneficiar, desde que disponha de recursos debaixo da terra porque a demanda por recursos continuará no futuro (pontos I e J).
H) Atualmente a Austrália, devido a fatores como uma baixa taxa de desemprego e uma baixa taxa de juros, juntamente com o crescimento econômico nos últimos 15 anos, ela tem o mercado imobiliário mais caro do mundo medidos em relação entre o preco medio dos imoveis e a renda média. Esta em uma alarmante taxa de 7x. Também a sua moeda esta muito valorizado causada por muitas coisas como, aumento do preço do ouro, a alta diferenca de sua taxa de juros em relacao aos outros paises desenvolvidos (hoje o mais rentável carry trade AUD / USD). Então, se a China espirra Austrália vai pegar uma pneumonia e como o mercado esta inflado e altamente alavancado, em outras palavras endividado, ela corre o risco de uma crise homérica caso a China balançar.
I) Tentando agora colocar tudo junto, se isso é possível, porque a relação entre as coisas não são lineares. O modelo industrial exportador da China com crescimento de 9% ao ano da China não é sustentável, por causa dos pontos C.a. e C.b. e uma das soluções para sustentar o seu crescimento é se concentrar em seu mercado interno e não pode mais contar com um modelo de exportação industrial. Mas não pode fazê-lo rapidamente. Para conseguir tal feito a China necessidade precisa desvalorizar sua moeda ou deixá-lo flutuar, assim ela encontrará o seu equilíbrio. Isso permitirá o aumento do poder aquisitivo da população e a China pode reduzir o custo das importações e sua indústria pode se concentrar na demanda do mercado interno enorme que dá ainda mais prosperidade para a China que será, inevitavelmente, maior economia do mundo mais cedo do que a maioria pode pensar

J)E Finalmente, por último, mas não o menos importante. A sustentabilidade do meio ambiente do mundo está sob ameaça. Estamos assistindo ultimamente o preco dos commodities subindo rapidamente, devido ao aumento na demanda e que está causando ao mesmo tempo oportunidade de ganhar dinheiro neste mercado, bem como uma crise de recursos que vai ficar aqui por um tempo a menos que seja tratada com uma boa solução.

Resumindo o mundo esta esgotando seus recursos e as principal área de oportunidades e soluções são.

a. Petróleo / Energia. Estamos ficando sem petróleo, mas o grande problema é que já estamos viciados pelo “crack preto” e não podemos viver sem ele a menos que o mundo inteiro industrial mude drasticamente. A solução é criar um novo modelo  industrial, que é menos dependente ou totalmente independente do petróleo como um todo. Hoje o petróleo um a principal fonte de energia e matéria-prima de tudo o que consumimos (e.g. plástico). A boa notícia é que existem alternativas e os aumentos dos preços do petróleo só esta acelerando o processo de mudança.

b.Comida. O crescimento populacional e o aumento do padrão de vida nos países da Ásia e mercados emergentes é sempre crescente e tende a acelerar. Assim, a demanda por commodities agrícolas vai beneficiar quem tem terras agricultáveis. Assim que acho que países como Brasil, Rússia e EUA em boa posição neste cenário. Quem sabe finalmente Brasil, o celeiro do mundo.
c. Neste mesmo tópico a emergência de empresas inovadoras na área que eu chamo de tecnologia verde e eficiência será algo para assistir de perto.

Enfim esta são minhas crenças do Big Picture ou minha visão macro e neste cenário que vou procurar oportunidades de ganhar dinheiro em trade/investimento. Espero dar um zoom em áreas específicas quando achar oportuno, ou quando algo no cenário acontecer ou mudar.

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Visão Macro do Paul Tudor Jones

Ontem tinha preparado um post que iria falar sobre o que considero ser um trade system, ou sistema de trade na minha opinião, mas me deparei com uma carta do Paul Tudor Jones emitida recentemente para seus clientes que resolvi postá-la aqui.

Jones é um dos meus traders herois e gosto muito do seu estilo e forma de pensar estrategicamente.

O que lí foi musica para meus ouvidos. Meio que dispensa comentários. Eu nunca vi um cara com poder de sintetizar um assunto tão complexo e como ele estrategicamente identifica oportunidades no cenário.

Concordo com ele 100% e meio que o que ele disse é pra mim um framework do que devo acompanhar para identificar oportunidades de trade no desenrolar da situação. Já comentei alguns aspectos do que ele disse na carta na sessão do blog THE BIG PICTURE.

Basicamente toda a atenção no blood shed que o mercado de FOREX pode virar a qualquer momento e as melhores oportunidades ou o Trade do Seculo será com o Renminbi (ou YUAN)  em como que vai desenrolar a questão da sua atual sob valorização. Também qual será a postura dos EUA em relação a essa guerra cambial dentro do contexto que se encontra, endividado, com deficit comercial, com desemprego pior nos últimos 75 anos e um grave problema estrutural em sua economia, enfim a situação dos EUA não é nada boa pelo menos no médio prazo (2 a 5 anos).

Jones até cita o Brasil no artigo.

Enfim divirta-se com a leitura e poste seus comentários.

Vou colar aqui o texto na integra como citação

O texto foi retirado do site Zero Hedge.

From Paul Tudor Jones

Our extraordinary times offer extraordinary opportunities, but as with most opportunities, there will be winners and losers.

Economies in the developed world find themselves with unemployment levels not seen since the Great Depression. The response from respective governments has been massive fiscal stimulus in conjunction with monetary easing. And now many of these governments, having exhausted all fiscal stimulus measures that are politically feasible, are about to embark on another round of quantitative easing. The Bank of England, the Bank of Japan and the US Federal Reserve have implemented, or are considering implementing, significant rounds of government securities purchases.

Will these measures actually succeed in lowering the chronically high levels of unemployment? Or are the unemployment problems of these countries so structural in nature that these policies will have only limited impact?

We’ve enlisted modeling and forecasting firm Macroeconomic Advisers, LLC to assist with answers to these questions.

But, first, a story: About ten years ago I had an acute case of plantar fasciitis in the left foot, a condition in which the fascia, or the covering right beneath the skin, had become highly inflamed. I asked Pete Egoscue (egoscue.com), a renowned postural specialist but one without medical training, to take a look at my foot. Pete had, after all, healed a number of people I knew, including my wife. Because Pete was self-taught, I was a skeptic— as any good trader would be.

Pete said that he did not need to look at my foot because my foot was not the problem— a response that suggested I was dealing with a quack. But I was patient and continued to listen. He proceeded to explain that the pain in my left foot was the consequence of a structural, postural deficiency in my hip alignment. My right hip was rotated in such a fashion as to make the left side of my body do all the work and bear all the weight, culminating in the inflammation of my left foot. “The pain you feel in your left foot is just the symptom,” Pete said. “If you treat it symptomatically and ignore the structural issue, you will never solve the problem.” I did not immediately grasp the full meaning of his words, but I followed his prescription,and in a few days the pain was gone. Some time later I realized that those words were probably the wisest I have ever heard from any human being, and that they apply to more than just the human body.

The developed world, and the United States in particular, is suffering an economic malaise the likes of which we’ve seen  only rarely in the last 100 years. Policy makers are searching for solutions, but they are too focused on the painful symptoms of unemployment to see the misshapen structure causing it. In so doing, they are presenting some of the more wonderful trading opportunities in quite some time: winners and losers.

The root cause of the unemployment woes is quite obvious. In the United States alone, in the last two decades, nearly six million jobs in manufacturing have been lost overseas. This equates to nearly four percentage points of the current 9.7% US unemployment rate. As importantly, the migration of these jobs contributed to the most unsustainable economic imbalance in the world today—China’s persistent bilateral trade surplus with the United States. During the last decade, China accumulated almost $1.4 trillion of US debt and at least $2.3 trillion in global assets. These figures could grow to $3.8 trillion and $7 trillion, respectively, over the next decade if the current renminbi/US dollar (RMB/USD) exchange rate continues to be artificially suppressed from appreciating.

One entity owning this much debt of one debtor, let alone a foreign government, creates too much risk concentration, and has possibly repressed volatility for debtor and creditor alike. The risk may seem manageable now, but who knows what the nature and temperament of the Chinese and American leaders will be in ten years? Isn’t it possible that either side could weaponize financial imbalances to the detriment of domestic and global stability?

How did we get here? On January 1, 1994, China devalued its currency by 50% in a single day, and since then has experienced a manufacturing boom. After 15 years of impressive productivity gains relative to its trading partners, though, it now resists the smallest appreciation. (The IMF implies the RMB could be as much as 30% undervalued taking 2000 as a base, but absolute purchasing power parity would argue that undervaluation is even greater— possibly as much as 60%.) Clearly, there is a direct correlation between the six million manufacturing jobs lost in the US and the close to twelve million manufacturing jobs gained in China over the last two decades. Robert E. Scott, a Senior International Economist and Director of International Programs at the Economic Policy Institute, estimates that the growing trade deficit with China, a partial consequence of the undervalued RMB, cost the US 2.4 million jobs between 2001 and 2008 alone, the equivalent of 1.6% of the current unemployment rate.

As someone who has traded foreign exchange since 1980, I believe the RMB/USD rate is currently the single most important of all exchange rates. It not only drives the largest foreign trade relationship in the world, it also drives virtually every other exchange rate globally. Dozens of other emerging market countries suppress their exchange rate against the US dollar because the RMB is effectively pegged to the dollar. And what is remarkable is the lack of any concrete policy initiative in the US to change this. For several years, the US Treasury has threatened to name China as a currency manipulator but has always found a basis for avoidance. Even if Treasury cited China, it would just set in motion more negotiations that would likely go nowhere. The lone serious attempt to impose a cost on China’s distortion of global financial markets this year was congressional action on the Currency Reform for Fair Trade Act, known as the Ryan Bill, which would allow US companies to file complaints against China’s currency policies with the Commerce Department, and would empower the Department to levy tariffs and countervailing duties on imports from China.

The Ryan Bill passed in the House of Representatives a few weeks ago by a vote of 348 to 79 but is stalled in the Senate. It drew immediate ire from the Chamber of Commerce as well as from eight former US Trade Representatives to China. But it was the very advocacy of the Chamber of Commerce and those Trade Representatives that led us to our current trade deficit. As Einstein said, “Problems cannot be solved by the same level of thinking that created them.”

That so many Americans continue to accept this suppression of a variety of exchange rates against the dollar is probably a function of the fact that for so long this suppression provided benefits such as cheap goods and cheap credit. In addition, for a while, manufacturing jobs seemed to be replaced by jobs in the service economy and construction industry without any economic disruption or any rise in the unemployment rate. However, the bursting of the credit bubble exposed the true structural decay that had occurred in the US economy. But, like zombies, many Americans still cling to the naive belief that we can return to the good times of the 90s and the earlier part of this decade, unable or unwilling to recognize that those high times were a debt-driven anomaly.

This delusion is fueled by a myriad of financial pundits who warn about the dangers of disrupting free trade. They are quick to point out that the Ryan Bill is contrary to rules of the World Trade Organization. Incredibly, in the WTO’s rules of governance, there is not one reference in any of its documents to the underlying bilateral exchange rate between two countries when trying to reconcile trade differences. It is like trying to referee a World Cup match with a soccer ball that only the players can see. In the case of a controlled or manipulated exchange rate, it is patently unfair if the currency of one partner is grossly misaligned, as the RMB/USD rate is.

Any serious attempt to address the structural imbalance is met with a chorus of boos from financial industry pundits who rail against “protectionism.” In discussions involving the Ryan Bill, these pundits have few qualms with lobbing into the mix, like grenades, those most dangerous of words: “Trade War.” They often invoke the specter of Smoot-Hawley, the infamous US tariff act that triggered a trade war in which American exports and imports were slashed by half, leading a number of economists to argue that its passage contributed significantly to the Great Depression. But what they fail to see, or neglect to acknowledge, is that in modern times there never has been free trade with China; the US has already been in a trade war for nearly two decades; and it is the only time in this nation’s history it surrendered without ever firing a shot.

The United States lost six million jobs, indebted itself to China by $1.4 trillion, and received in return a host of consumer goods, many of which now reside in landfills across the country.

“Trade War” is a very dangerous phrase. Clearly, China and the US are commercial competitors and not enemies. There is no reason for “combat” in any sense of the term. The Chinese have set the RMB/USD peg artificially low because they believed it was necessary in order to shift from an agrarian to an industrial-based economy. The United States also  protected its nascent industrial sector when it did the same thing in the 19th century. Developing a significant export-oriented manufacturing base was part of an ambitious plan to relocate hundreds of millions of rural Chinese to cities where they could obtain manufacturing jobs and pursue a better life. It worked. China’s coasts now burst with export-dependent factories and cities. But now and going forward, China’s export strategy is completely unsustainable. In the intermediate term, much less the long term, it is becoming clear that the main buyer of China’s exports—the United States—can no longer foot the bill. A much better policy would be finding the right balance between domestic demand and exports through a stronger currency. Brazil did this brilliantly between 2005 and 2007. Their currency appreciated 34% against the dollar yet the economy grew 2% more than the prior three years and above what was thought previously to be the speed limit. The incoming Chinese administration of 2012 will be forced to contend with a population that has been relocated and retrained for jobs that may one day disappear, much as they did in the United States, all because China engaged in a futile attempt to avoid an inevitable re-equilibration of exchange rates. After all, one way or the other, the real US and Chinese exchange rate will find equilibrium– either through nominal movement or through relative inflation rates.

Just as the Chinese elite have become dangerously wed to an unsustainable export-driven manufacturing model, the US elite have become indifferent to mercantilist assaults on the global trade framework. In mid-September, when the Bank of Japan intervened to suppress the value of the yen against the dollar, there was no response from America’s political, financial and media leaders. While these interventions might have been understandable six years ago, when Japan’s economy was relatively less well off than that of the United States, they are far from necessary today: Japan has an unemployment rate that is half that of the United States and it still runs a trade surplus. Nonetheless, Japan intervened to protect its export industry, and the United States, incomprehensibly, responded with not even a whim

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Bolsa SEMPRE da dinheiro no longo prazo?

Resposta curta:  Depende da sua definicao de longo prazo.

Resposta longa: Devido não ser possivel responder a tal pergunta com um simples SIM ou um Nao, então, vou dar minha opiniao sobre a assertiva do título acima.

Primeiro ponto a se definir é:  o que eh Longo Prazo? Se longo prazo for 1 ano por exemplo, que é a definiao de ciclos contabeis a resposta é NÃO. Partindo do pressuposto que a afirmacao é SEMPRE verdadeira, ou 100% dos casos.

Se a resposta for 3 anos, 10 ou ainda 15 anos a resposta ainda é nao?

Antes que prossiga no post queria deixar claro aqui que estou usando como “BOLSA” o indice DOW Jones, para minha analise. Isto porque é o indice calculado que tem a maior historia pra chegar-se a algumas conclusão. Nao me atreveria a fazer isto com o IBOVESPA pois comecou em 1968, se não me falha a memória. Alias se voce quer ter uma ideia sobre indices de acoes leia o livro do Helio de Paula Leite.  Foi meu professor de financas na GV, que Deus o tenha. Um dos melhores professores que tive na graduacao.

Lembro que a prova de Portfolio Theory foi uma prova de estatistica avancada. Lembro que a classe ficou revoltada. E sua resposta ireverente foi: “Markowitz ganhou o premio nobel de Economia com uma tese de “estatistica” e nao de economia ou financas”.

Certo ele e errado os reclamoes.

Enfim, voltando ao post o maior periodo que o Dow demorou para recuperar de um bear market foram 25 anos, sendo de 1929 a 1954. Isto quer dizer que o individuo que acreditava que bolsa SEMPRE da dinheiro no longo prazo teve que esperar 25 anos para ficar no ZERO a ZERO. Se considerarmos inflacao este pediodo foi ainda maior.

Veja gráfico do Dow nos ultimos 100 anos.

Entao,  tirando minha primeira conclusão. Se voce considera que 25 anos, ou mais, é a medida de longo prazo, logo a reposta é SIM a bolsa SEMPRE da dinheiro no longo prazo.

Em Janeiro de 2010 eu escrevi um post que me deu um trabalhinho, sobre qual foi o investimento da Decada: Link aqui.

Espero que curta este post deste meu outro blog. Eu fiz a comparacao entre alguns investimentos e descontei coisas como inflação e cambio para normalizar os resultados para chegar a alguma conclusao de qual era melhor investimento da decada de 2000.

Quando era vendedor de fundo de investimentos na Hedging Griffo eu basicamente era “impelido” a dizer para os meus cliente, pois este era o discurso que aprendi, que investimento em Bolsa so se pode avaliar depois de 3 anos, pois os altos e baixos eram “normais”. Se vendia muito a ideia que em bolsa o que funciona era o Buy and Hold. Compra e segura, em portugues. Se olhar na decada de 80 e 90 isso era a mais pura verdade, mas se olhar num prazo maior como 100 anos, 20 anos pode não ser o suficiente, como demostrado acima.

Por exemplo, quem comprou e segurou Nasdaq ou Dow Jones em 2000, depois de quase 11 anos ainda estao no negativo.

Tambem quem comprou o indice Dow em 1965 so saiu do Zero a Zero em 1981. Embora ter sido um periodo de crescimento economico a bolsa ficou “de lado”.

Mudando um pouco de assunto, eu sou adepto da teoria que no mercado existem Bull e Bear markets seculares, ou em outras palavras, longo prazo.

Acredito que o mercado atualmente esta em um secular bear market que comecou em 1999/2000 e acho que ainda vai durar um “pouco”.

A medida que defino Bull e Bear é em relacao a P/E (Price/Earnings). Em um bull market o P/E tendem a subir e em um Bear Market tendem a cair. Se quiser saber mais leia o livro Unexpected Returns. Tai estou citando outros livros da minha biblioteca.

Outra boa medida, pouco objetiva, entretanto util, é que um Bull market termina quando “todo mundo” esta Bullish e um Bear quando “todo mundo” esta bearish.

Tipo quando voce for a um restaurante e o garcom estiver falando em comprar acao… e ate o gari esta pensando em entrar no mercado de acoes esta na hora de vender TUDO. A tipica estrategia ZEM (ZERA ESSA MERDA) é recomendada. Mais ou menos o que aconteceu no Brasil em 2008 onde até o “Ze Mane” tinha dinheiro do FGTS na Petro e na Vale.

Por outro lado, quando a manchete da Veja for: O FIM DA RENDA VARIAVEL. Então esta na hora de vender a casa, o fusca o barco o sitio e a fazenda e comprar acao.

Assim, quando ta todo mundo tomando porrada, e nao aguenta mais perder dinheiro na bolsa e P/E medio esta em torno de um digito. Algo como 5x, por exemplo, então hora de apostar o rancho em acoes.

Momentos como este foram 1932/33, 1981/82 e mais recentemente, ate certo grau, Marco de 2009. Foi quando as acoes do Citibank chegaram em 99c. Ate a Agencia Dow abriu uma excecao a regra onde pela primeira vez uma acao cotada a menos de 1 dolar fez parte do indice. Foi ai que comecou o Rally de 2009 que foi o maior rally da historia da bolsa nos EUA, medido em rendimento em um curto espaco de tempo, ou seja, do fundo em Marco ate o pico em Setembro. Algo como 70% de aumento em 6 meses.

Agora antes que pare de ler o meu blog e me escomunge porque apesar de ser um cara “tecnico” porque estou aqui falando de fundamentos.

Aproveito a oportunidade, depois de ja ter cumprido o proposito do post de dar minha opiniao sobre a acertiva do título, é explicar que partes dos fundamentos eu olho.

Como ja foi explicado na introducao da sessao THE BIG PICTURE.  Eu nao invisto em ativos olhando os fundamentos como balanco etc. Sou um trader baseado em sistemas e pra mim trade é um jogo estatistico, entretanto eu acompanho a visao macro pra ter uma ideia de qual sistema que opero esta mais propenso a dar dinheiro devido as condicoes do mercado. Tambem trabalho com possiveis cenarios para onde o mercado pode ir no futuro.

Atualmente trabalho com o cenarios de deflacao e inflacao que acompanho e tambem com a analise do secular bear market que estamos, na minha opinião, e assim vou levando. Ainda acredito que o bear market nao acabou e que ainda estamos num momento deflacionario ou retracao de credito. Nao sei quanto isto ainda vai durar, mas ainda nao vi evidencia do contrario.

Pode ser que depois deste periodo entremos em um novo periodo de prosperidade ou entremos ate em um periodo de stagflacao, que acho pouco provavel, mas nao impossivel.

Nao gosto de dar datas, mas acho que vai demorar um pouco pras coisas melhorarem. Algo como 2 a 5 anos acredito eu… ou mais… Entao colocando datas algo como 2012 ou 2013 + plus.

A principal razão é porque  precisamos “Expurgar a PODRIDAO do Sistema” em outras palavras a quantidade de divida e alavancagem no sistema. Por isso, sou mais pendente a apoiar a ideia da deflacao. E isto so da pra curar com o tempo.

Não adianta imprimir dinheiro e estimular a economia.

Isto é igual o cara que ta gripado e toma analgesico pra passar os sintomas e o virus ainda continua la e a gripe so vai passar com o tempo.

A mesma analogia podemos usar para o Quantitative Easing, i.e., impressao de dinheiro, que o Ben Bernanke esta fazendo, isso so posterga a solucao do problema na minha opinião. Outra analogia, se não é abusar muito delas, é como dar mais bebida pra alguem que ja esta bebado.

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