Tag Archives: Bolsa Rally

Guia Completo de Backtest segunda edição

PLATINUM

É com muito orgulho que lanço a segunda edição do Guia completo de Backtest.

 Uma revisão completa do estilo de português feita com o auxílio do meu amigo e trader Thomaz Senna, ficando ainda mais clara a linguagem. Moro na Austrália já há mais de sete anos e com minha leitura toda em inglês preciso de alguém para adaptar a linguagem para o português de mercado atual.

Ele também escreveu uma apresentação para o livro que eu vou publicar aqui como um blog post convidado, abaixo.

Para saber sobre o lançamento aqui vai o link para a nova pagina de vendas e analise os pacotes especiais que preparei para quem ainda não comprou.

Inclui novidades como o código do sistema que testei no Amibroker e a planilha de gerenciamento de risco.

Sem mais aqui vai a apresentação da segunda edição do Guia Completo de Backtest.

 

É natural falar em bolsa de valores e logo pensar em muito dinheiro e em ficar milionário, só que não é comum ficar milionário da noite para o dia operando na bolsa, é possível sim prosperar, e prosperar é um processo cuidadoso, que requer disciplina e tempo. Os profissionais que operam ações e derivativos entendem que esse é apenas um ofício, não um bilhete de loteria, mas é muito comum aqui no Brasil as pessoas “investirem em ações” esperando um retorno de grandes quantias, e raramente pensam na hipótese das ações irem no sentido contrário do seu investimento. Normalmente investimos em algo a longo prazo que tem grandes chances de aumentar de valor, tradicionalmente imóveis são bons investimentos de longo prazo, pois não é comum ver oscilações que reduzem o preço de um imóvel a 50% do seu valor e depois elevam apenas 10% e assim permanecem por um longo período; já as ações tem esse comportamento com muita frequência, entre períodos de semanas até poucos meses, oscilando até mais da metade do seu valor em determinado instante. Esse é apenas um dos diversos argumentos que demonstram os motivos de não se investir em ações a longo prazo sem uma gestão de risco e regras de quando se deve entrar e sair do mercado, pois assim como suas ações podem subir 80% elas podem descer 90%, com as mesmas chances, e com muita rapidez. Por isso, operar ações é uma opção mais lúcida, porém requer muito estudo e disciplina, já que não existe ninguém que vá te impedir de montar um trade absurdo, como comprar no topo de uma forte alta com vários indícios técnicos de que esse ativo deve começar a se desvalorizar.

Conheci o Pedro, ou melhor, o “Vela” fazendo buscas no google sobre psicologia de trader e gestão financeira, entre outros assuntos de traders bastante negligenciados pela maioria dos brasileiros. Vi no seu blog uma oportunidade de aprimorar os meus conhecimentos sobre essa profissão tão complexa que é ser trader. Como não temos aqui no Brasil muitos livros sérios sobre o assunto, me senti muito feliz quando tomei conhecimento de livros excelentes de autores “gringos” através do blog do “Vela”, além de formidáveis posts que me pouparam horas de leitura de alguns livros, outros posts me fizeram querer devorar certos livros. Uma vez li em um livro sobre trading que um bom autor de livro sempre coloca a bibliografia usada para criar o seu próprio livro, isso porque ninguém consegue formular uma ideia totalmente sua, sem aproveitar nenhuma ideia de terceiros, e aqui nesse e-book tivemos no final dele a recomendação de alguns dos principais livros que fizeram do Vela quem ele é hoje.  Quando ele me falou por e-mail que ia lançar um e-book queria ter o prazer de comprá-lo, hoje tive o prazer e a confiança de revisar o seu e-book, afinal quem acompanha o blog do Vela sabe que ele mora na Austrália a muitos anos e já leu os melhores livros sobre trading além de participar de palestras de autores geniais. Nesse e-book o “Vela” conseguiu sintetizar de forma muito prática seus principais conhecimentos sobre um trade system, longe daquela ideia de seguir regras sugeridas por outros sem qualquer teste robusto que atesta qualquer confiabilidade matemática ao sistema. Os traders profissionais não usam de achismo, ou porque hoje choveu ou fez sol, usam de psicologia para se controlar, gestão financeira para controlar seu dinheiro e um bom trade system para colocar em prática a única coisa que é possível de se controlar no mercado: VOCÊ PRÓPRIO.

 

Thomaz S. Senna

 

12 Comments

Filed under Biblioteca, Psicologia de Trading, Trading Plan, Vela's Beliefs

TSHTF?


“Insanity: doing the same thing over and over again and expecting different results.”  Albert Einstein

Clip: http://66.147.244.179/~velaepav/wp-content/uploads/2011/08/macaco.jpg?w=251

Quem pode estourar a bolha atual em ouro? Se ainda acha que nao é uma bolha. Leia minha analise sobre ouro.

Na minha humilde opinião a bolha de ouro somente estoura quando alguem que tem o mesmo colhões que Paul Volker tinha quando estava determinado em acabar com a inflação do final dos anos 70 e início dos 80, nem que isso custasse mais um choque no mercado de trabalho e uma tremenda recessão.

No entanto, temos Ben Bernanke no controle da politica do FED e com ele no poder a estratégia de investimento é bem simples:

– Compre ouro em correções

–  e venda acoes em rallies.

Estamos presenciando Ouro no ponto mais alto da historia em termos nominais e em termos reais não estamos muito longe que gira em torno de 2200 USD a onca.

Vou aproveitar este momento de tumulto para dar mais uma pincelada macro e uma atualizada na minha visão macro para onde as coisas devem estar caminhando em termos de tendências e possíveis cenários.

lógico o objetivo aqui não eh adivinhar o futuro, mas seguir as macro tendências e lucrar com elas.

Stay with the trend.

Recentemente, e bem oportunamente, acabei a leitura do melhor livro que já li em macroeconomia  atual e que explica muito bem a situação em que a economia mundial se encontra, suas inter-relacoes  e quais são os possíveis cenários, dependendo das decisões dos lideres mundiais em como lidar com a difícil situação atual. O livro é altamente recomendado se você se interessa em proteger a sua riqueza na possível quase inevitável crise que pode estar a frente de todos nos. E mais do que proteger sua riqueza ela apresenta enormes oportunidades de fazer dinheiro com tendências macro como mega boosts and bangs no mercado. Se não quer correr riscos, pelo menos pode proteger sua riqueza, se ainda tiver alguma.

Antes que continue o post o nome do livro eh ENDGAME the John Mauldin.

O problema parece complexo. Complexo pra quem quer que seja complexo. Eu por exemplo vejo com bastante clareza.

Em suma:

A primeira bomba que estourou em Novembro de 2007 com o topo histórico nos mercado de acoes no mundo e tudo o que aconteceu depois ate aqui, segundo o mega investidor Geoge Soros, é o que chama de Financial Crises Act I e parece que com os acontecimentos recentes que podem ser marcados como divisor de águas

  • downgrade dos US treasury pela S&P
  • e o debate e a postergacao da resolucao do problema da divida Americana
Estamos entramos no Act II da crise.

O foco aqui é lancar a base pra minha estratégia macro de investimento e quais grandes tendências e busts eu tenho que aproveitar pra surfar.

O que tem acontecido na economia Americana, e o que foi muito bem colocado por Paul Tudor Jones em sua carta a investidores em Outubro de 2010, é um grave problema estrutural causando vários desbalanceamentos na economia mundial e que proporcionara tremendas oportunidades de ganhar dinheiro e dependendo qual forem as acoes dos lideres mundiais. Estas tendências podem se acentuar e acontecer mais rápido do que muitos prevêem.

Continuando o raciocínio da atual situação, uma grande bolha de debito estourou em 2007. Esta bolha que proporcionou o bear rally da bolsa de 2003 a 2007 e a MEGA bolha de commodities e do mercado imobiliario no mesmo periodo.

O Fluxo de recursos teve a seguinte dinâmica na década de 2000.

EUA, Europa e Mundo desenvolvido emprestou dinheiro a perder de vista com juros baixíssimos, ou pelo menos bem abaixo da media. Com este dinheiro comprou bujiganga a dar com pau da China que processou recursos naturais enviados por paises produtores de recuos causando o maior minning boom a humanidade jamais viu.

Assim, como bem concluído por Paul Tudor Jones, o crescimento econômico ocorrido nos EUA e no mundo, incluindo na China neste período (2003-2007), é uma grande anomalia causado por ilusões do credito e dinheiro fácil.

Uma das grandes consequências disto, e continua ocorrendo em massa é o que chamamos de destruição de capital. Em outras palavras dinheiro sendo investido em projetos onde o retorno eh abaixo do custo de capital.

Esta loucura do credito também causou uma mudança de paradigma no mundo de commodities que coloca pressão forte nos recursos naturais aumentando fortemente seus preços. Cada vez mais.

Isto com certeza beneficiou, países como Austrália, Brasil, Russia, EAU e Canada, mas ao mesmo tempo coloca-os em maior risco se a roda parar de rolar. Nestes paises foram criados imensas bolhas imobiliárias. Principalmente Australia e Canada e se fala no momento que escrevo que elas estao prestes a estourar, mas isto é um assunto pra um outro post que esta na ponta da minha lingua.

Continuando a historinha, como estouro da bolha em 2007-2008 o mundo todo, principalmente no mundo desenvolvido EUA e Comunidade Europeia devido a grande divida que elas tinham ( a ainda tem so que maior) causou o que chamamos de uma RECESSAO DE BALANCO. A maior JAMAIS VISTA.

Pra quem não entende de contabilidade a equação que explica a situação é

patrimônio Liquido = Ativo – Passivo

Com a quebradeira de 2008 o valor dos ativos despencaram, entretanto o valor do passivo (divida) continuou inalterado, mandando empresas, indivíduos e alguns governos insolventes, pois seria impossível pagar as dividas com a venda dos ativos depreciados. Podemos dizer que os balanços ficaram debaixo d’agua ou em outras palavras insolvente.

Neste cenário de crise de balanço o mundo desenvolvido entrou em um processo de deleverage (desendividamento) ou contracao de credito onde as pessoas seriam forçadas a frugalidade, passar a economizar e pagar as dividas acumuladas nos últimos 30 anos e isto assustava muito as autoridades mundiais na epoca. Inclusive o sistema financeiro na epoca ficou paralizado e em total PANICO.

Fazendo comparação do que é conhecido na historia seria algo parecido ou pior do que aconteceu na crise mundial dos anos 30 onde as forcas do desendividamento (Deleveraging) foram tão fortes que causou uma crise que demorou a bolsa 25 anos a se recuperar de seu pico em 1929.

E no interim a crise de 29 “causou” a 2 Grande Guerra. Espero que esta não cause grandes conflitos mundiais.

Neste cenário em 2008, nao só o mundo desenvolvido sucumbiria, mas a sinergia mostrada acima seria cessada.

Inclusive o modelo exportador do mundo em desenvolvimento, como China e os países produtores de Commodities e todos que foram beneficiados pela farra de credito que teve entre 2001-2007 seria cessado também. Causando grande depressão não só no mundo desenvolvido, mas no desenvolvimento e a casa de maquina mundial (China) iria dar uma bela duma desacelerada.

As autoridades politicas mundiais LOGICO tem memoria curta e não aprendem como que acontece na historia, achando que desta vez seria diferente. Então, ao invés de deixar que o próprio sistema se livrasse da sua podridão, deixando que negócios inviáveis fossem a bancarrota… mas isso seria MUITO DOLORIDO…

NAO!!!!! resolveram livrar a cara dos incompetentes, principalmente dos bancos que ajudaram a acelerar o processo por serem gananciosos, juntamente com todos que tomaram credito, as agencia de credito, que não fizeram seu trabalho, alias colocaram mais lenha na fogueira.

Pra livrar todo o sistema do colapso as autoridades monetárias nos EUA e agora na Europa embarcaram num programa de recompra de ativos através da emissão de mais divida (que em outras palavras impressão de dinheiro) em uma tentativa de magicamente reparar os balanços em frangalhos.

As consequências destes programas estão nas evidencias do mercado desde então.

O que se esperava com este programa  conhecido com QE (Quantitative Easing) era estimular a economia e criar empregos e tirar o mundo desenvolvido da recessão… mas HELLO HELLO !! o problema estrutural não foi sanado que é a divida mundial e a ineficiência na alocação de capital. Ela continua la e a todo vapor e juntamente o problema de desemprego estrutural nos EUA.

Só pra ter uma ideia no QE foram impressos 1.4Trilhoes (QEI) + 600 Bilhoes (QEII) e a taxa de desemprego Americana caiu de 10% pra 9%. O que não cai a ficha é que o problema de desemprego é estrutural. As  cerca de 8 milhoes de pessoas que perderam o emprego na crise nos EUA estavam trabalhando na industria bolha (e.g. financeira e mercado imobiliario). E mais de 10 milhoes de empregos industriais nos EUA foram tranferidos para paises como a China.

Assim, ao invés de estimular a economia e gerar empregos as consequências não intencionais que este programa causou foi a re-inflacao do mercado de bolsa e de commodities com a tremenda injeção de liquidez no mercado. Pra ter uma ideia de marco de 2009 a Junho de 2011, tempo que durou o programa a bolsa subiu 100%. Sem falar em commodities que algumas subiram 200%+.

O que aconteceu é que este dinheiro e liquidez só ficou em ativos especulativos e não fluiu pro consumidor, pois este, no mundo todo, se encontra em contracao. Os indivíduos e empresas esta tomando emprestado como estava antes de 2007 e pelo contrario evidencias mostram que estão economizando dinheiro. As empresas no mundo todo estao com uma montanha de caixa comparado com 2007.

Resumo da opera o governo Americano imprimiu montanhas de dinheiro pra comprar ativos, muito dos quais podres e a taxa de desemprego americana caiu de 10% pra 9% e o PIB quase não moveu um tick e continua estagnado e fala-se seriamente de uma nova recessão. E esta e a pior recuperação econômica de recessão registrada desde a crise de 29. Nao sei se fui claro aqui. 2 trilhoes + de impressao pra comprar ativos que despencaram em 2008  e outros programas de estimula sem contar dinheiro de Bail Outs… e o que eles mais temiam, que é o MOSTRO da DEFLACAO e a economia entra novamente em recessão. Enfim estão tendo exatamente o que NÃO queriam e isto em menos de 3 anos depois. A famosa DOUBLE dip recession esta aqui. BEM VINDO.

Mas e a CHINA? Como que neste período cresceu 9% ao ano?

Foi comentado em detalhes a situação lá e o perigo de uma grande bolha imobiliária no artigo (A China é uma bolha?)

Resumo é que com o MEDO também de sucumbir a China teve o MAIOR programa de estimulo em relação ao PIB no mundo. 14% do PIB. Pra complicar as coisas hoje 40%+ do seu PIB eh construção civil e o que esta ocorrendo la é a MAIOR destruição de capital da historia. A bolha imobiliária Japonesa parece fichinha perto do que esta prestes a acontecer na China. E eu aqui na Austrália fico preocupadissimo, pois a situação tomara proporções BIBLICAS. E Brasil vai pro buraco junto.

Enfim, amarrando tudo.

O mercado esta dizendo que a rumo das coisas daqui pra frente é deflação. E o recado que o mercado esta mandando pro Ben Bernanke eh: “Quanto dinheiro voce esta disposto a imprimir?”

O mode do sistema agora é deflação e os investimentos nas tendências são:

  • Longo Treasuries no EUA
  • Short Equity (Bancos, Mineradoras, Cobre e minerais industriais)
  • Acumular Ouro nos dips com um stop loss na linha de tendência (tem que ser macho aqui), pois depois uma hora inflação vem
  • Short ou Fora de commodities por enquanto atento ao desenvolvimento dos precos commodities e pensar em acumular caso a coreção for feia principalmente Petroleo, Gas, Agricolas e Softs
  • -Grande proporção dos ativos mesmo em caixa, que é uma posição a meu ver.

So que como conheco o eleitorado virão com um programa de estimulo pra tirar a economia do buraco. Uma hora ou outra. Talvez o Ben deixe a deflacao vir mais, pra ter uma boa desculpa pra imprimir mais dinheiro.

Fique atento na sexta ao discurso do Ben Bernanke quando sair do Jackson Hole. Conferencia do FED anual.

Quase 100% de certeza que será mais QE… neste caso… não se posicione no cenário deflação e surfe mais uma vez na onda da inflação que é o trade espelho (fazer quase exatamente o contrario).

Até chegar o dia do GAME OVER quando o mercado de bonds vai dizer ENOUGH is ENOUGH e inflação vai entrar em segunda, terceira, quarta e quinta marcha.

–          Neste momento pode pensar em short treasury na linha de tendência de longo prazo,

–          Segurar ouro que vai pra lua (Target 5000 USD) e dai vender caso apereca um novo Paul Volker

–           Sair TOTAL de caixa pra preservar seu poder de compra

–          Comprar hard assets (commodities).

Quando chegarmos neste estagio pode ser que testemunhamos o EDGAME. Prateleiras vazias,possivel  hiperinflacao em alguns paises, remota possibilidade da volta de um padrao ouro, conflitos mundiais e as pessoas tendo que mudar paradigmas como plantar o proprio alimento, usar carros mais efficientes, sair do modelo de hidro carbons (petroleo)

Basicamente teremos que apertar o RESET BUTTON.

Até lá. ENJOY THE RIDE.

7 Comments

Filed under Fundamentos, The Big Picture

Qual a minha visão macro.

Seguindo aqui o que disse no último post aqui vai as minhas crenças sobre o Big Picture ou minha visão macro.

Em Novembro de 2010 (pois isso pode mudar com o tempo). Vou manter atualizado aqui no blog.

Então vão os pontos que estão na minha cabeça.

A) Os mercados de ações nos EUA estão em um ciclo de baixa de longo prazo (secular bear market) medido em termos de P/E. Acredito que dure por um tempo. Tudo começou em 2000 com o crash dot com e vai até o inicio do proximo Bull market de longo prazo em mais ou menos 2015 ou 2010 ou mais tarde.
B) A maior economia, atualmente os EUA, está em sérios apuros e eles são:

a.Uma enorme dívida e um enorme  passivo não financiado  de longo prazo (Medicare e da Segurança Social)
b. O desemprego estrutural que não pode ser sanado no curto prazo, porque os empregos criados na década de 2000 através do aumento da dívida pública e privada já se foram e não podem voltar da noite pro dia além de ter ocorrido uma transferência de 8 a 15 milhoes postos de trabalho industrial para a Ásia (China) e outros emergentes nos últimos 20 anos

C) A China foi a economia que mais se beneficiou com o crescimento alimentado pelo crédito, que não é um problema isolado nos EUA, mas global. No entanto, seu modelo de fabricação de exportação impulsionado pelo credito mundial não é sustentável porque está baseado em dois principais fatores.
a. Dívida em todo o mundo, que atingiu o pico em 2007-2008 não pode mais ser expandida e está em contração no momento (caso de deflação no ponto F.)
b. A moeda chinesa esta desvalorizada por meio de manipulação atrelado ao dólar dos EUA.
D) A China, devido ao seu superávit comercial consistente ao longo dos últimos 15 anos, acumulou 2,4 trilhões em reservas de ativos. O que tem ajudado é o ponto C.b manipulação de sua moeda que está acontecendo durante os últimos 16 anos (desde janeiro 1994), mantendo desvalorizada para tornar os produtos chineses relativamente mais baratos no mundo, fazendo a economia chinesa mais competitiva, alem do fator de sua mao de obra ser muito barata. As estimativas da paridade do poder de compra diz que é desvalorizada em torno de 60%. Também ao longo dos anos, a China comprou 1,4 trilhões em ativos denominados em dólares em títulos do tesouro e que de alguma forma manteve o maior mercado consumidor do mundo (EUA) rodando em uma farra de crédito insustentável.
E) O crash do mercado de 2008 idicou o auge da bolha de crédito, o que significa que haverá, já esta tendo, uma contração do crédito, ao invés de expansão ao redor do globo. Por causa deste risco, de deflação, existe uma postura atual do Chainman do FED dos EUA (Ben Bernanke), que é combater a deflação a qualquer custo. Bernanke acredita que há uma capacidade quase ilimitada de emissão de dívida a um custo muito baixo em dólar.Ele está sendo bem sucedido ate aqui. Suas medidas para evitar uma depressão ainda não causou inflação. Sua ferramenta ou tatica foi baixar as taxas de fed funds para ZERO, desincentivando poupança e incentivando investimento, combinado com isto ele embarcou na estratégia de quantitative easing para comprar dívida publica e injetar dinheiro na economia. O QEI foi cerca de 2 trilhões e agora 600 bilhões foi o QEII anunciado a uma semana. As consequências vem sendo um fluxo de liquidez no mercado de ações causando rally na bolsa, rally metais preciosos, rally de commodities, rally de títulos , fluxo pra mercados emergentes ou seja, tudo está indo subindo e ainda assim a economia de os EUA estão em péssimo estado e da economia mundial está se arrastando.
F) O ponto E leva à dicotomia do debate Inflação versus Deflação. O que leva à deflação, ja comentados nos pontos acima em termos simples, é a contracção de dívida, que atingiu níveis insustentáveis em 2008. Eu creio que é o caso mais forte e que eu defendo (leia posts anteriores). Por outro lado, devido à postura do Fed (ponto E), existe um risco de inflação monetária que irá sustentar inflação de demanda devido ao aumento dos preços das commodities em geral. Os preços do ouro atualmente é o reflexo desse cenário de um possível risco inflacionário. Também isto está ajudando no aumento no preço das commodities que são denominadas em USD que é a reserva de moeda mundial. Assim como o QE o dólar americano também fica mais fraco.

G) A Austrália (onde moro e todos meus ativos estão aqui) e outros países que têm reservas minerais e commodities produtores de qualquer tipo têm sido os grandes beneficiários do aumento da demanda por commodities (dã). Existem muitos benefícios para a economia da Austrália como ter tido em média 3,5% de crescimento nos últimos 15 anos e hoje tem uma das maiores rendas per capta do mundo, maior do que EUA, Canadá e Reino Unido. No entanto o modelo exportador australiano de mercadorias só é sustentável se a China mantém o seu ritmo, mas como eu mencionei acima o seu modelo não é sustentável no longo prazo, pelo menos a esta ritmo alucinado. No médio prazo vejo riscos e alguns obstáculos e crises devido a um risco enorme de desaceleração na China. Entretanto, a Austrália continuará a se beneficiar, desde que disponha de recursos debaixo da terra porque a demanda por recursos continuará no futuro (pontos I e J).
H) Atualmente a Austrália, devido a fatores como uma baixa taxa de desemprego e uma baixa taxa de juros, juntamente com o crescimento econômico nos últimos 15 anos, ela tem o mercado imobiliário mais caro do mundo medidos em relação entre o preco medio dos imoveis e a renda média. Esta em uma alarmante taxa de 7x. Também a sua moeda esta muito valorizado causada por muitas coisas como, aumento do preço do ouro, a alta diferenca de sua taxa de juros em relacao aos outros paises desenvolvidos (hoje o mais rentável carry trade AUD / USD). Então, se a China espirra Austrália vai pegar uma pneumonia e como o mercado esta inflado e altamente alavancado, em outras palavras endividado, ela corre o risco de uma crise homérica caso a China balançar.
I) Tentando agora colocar tudo junto, se isso é possível, porque a relação entre as coisas não são lineares. O modelo industrial exportador da China com crescimento de 9% ao ano da China não é sustentável, por causa dos pontos C.a. e C.b. e uma das soluções para sustentar o seu crescimento é se concentrar em seu mercado interno e não pode mais contar com um modelo de exportação industrial. Mas não pode fazê-lo rapidamente. Para conseguir tal feito a China necessidade precisa desvalorizar sua moeda ou deixá-lo flutuar, assim ela encontrará o seu equilíbrio. Isso permitirá o aumento do poder aquisitivo da população e a China pode reduzir o custo das importações e sua indústria pode se concentrar na demanda do mercado interno enorme que dá ainda mais prosperidade para a China que será, inevitavelmente, maior economia do mundo mais cedo do que a maioria pode pensar

J)E Finalmente, por último, mas não o menos importante. A sustentabilidade do meio ambiente do mundo está sob ameaça. Estamos assistindo ultimamente o preco dos commodities subindo rapidamente, devido ao aumento na demanda e que está causando ao mesmo tempo oportunidade de ganhar dinheiro neste mercado, bem como uma crise de recursos que vai ficar aqui por um tempo a menos que seja tratada com uma boa solução.

Resumindo o mundo esta esgotando seus recursos e as principal área de oportunidades e soluções são.

a. Petróleo / Energia. Estamos ficando sem petróleo, mas o grande problema é que já estamos viciados pelo “crack preto” e não podemos viver sem ele a menos que o mundo inteiro industrial mude drasticamente. A solução é criar um novo modelo  industrial, que é menos dependente ou totalmente independente do petróleo como um todo. Hoje o petróleo um a principal fonte de energia e matéria-prima de tudo o que consumimos (e.g. plástico). A boa notícia é que existem alternativas e os aumentos dos preços do petróleo só esta acelerando o processo de mudança.

b.Comida. O crescimento populacional e o aumento do padrão de vida nos países da Ásia e mercados emergentes é sempre crescente e tende a acelerar. Assim, a demanda por commodities agrícolas vai beneficiar quem tem terras agricultáveis. Assim que acho que países como Brasil, Rússia e EUA em boa posição neste cenário. Quem sabe finalmente Brasil, o celeiro do mundo.
c. Neste mesmo tópico a emergência de empresas inovadoras na área que eu chamo de tecnologia verde e eficiência será algo para assistir de perto.

Enfim esta são minhas crenças do Big Picture ou minha visão macro e neste cenário que vou procurar oportunidades de ganhar dinheiro em trade/investimento. Espero dar um zoom em áreas específicas quando achar oportuno, ou quando algo no cenário acontecer ou mudar.

1 Comment

Filed under Fundamentos, Reflexão, The Big Picture, Vela's Beliefs

Visão Macro do Paul Tudor Jones

Ontem tinha preparado um post que iria falar sobre o que considero ser um trade system, ou sistema de trade na minha opinião, mas me deparei com uma carta do Paul Tudor Jones emitida recentemente para seus clientes que resolvi postá-la aqui.

Jones é um dos meus traders herois e gosto muito do seu estilo e forma de pensar estrategicamente.

O que lí foi musica para meus ouvidos. Meio que dispensa comentários. Eu nunca vi um cara com poder de sintetizar um assunto tão complexo e como ele estrategicamente identifica oportunidades no cenário.

Concordo com ele 100% e meio que o que ele disse é pra mim um framework do que devo acompanhar para identificar oportunidades de trade no desenrolar da situação. Já comentei alguns aspectos do que ele disse na carta na sessão do blog THE BIG PICTURE.

Basicamente toda a atenção no blood shed que o mercado de FOREX pode virar a qualquer momento e as melhores oportunidades ou o Trade do Seculo será com o Renminbi (ou YUAN)  em como que vai desenrolar a questão da sua atual sob valorização. Também qual será a postura dos EUA em relação a essa guerra cambial dentro do contexto que se encontra, endividado, com deficit comercial, com desemprego pior nos últimos 75 anos e um grave problema estrutural em sua economia, enfim a situação dos EUA não é nada boa pelo menos no médio prazo (2 a 5 anos).

Jones até cita o Brasil no artigo.

Enfim divirta-se com a leitura e poste seus comentários.

Vou colar aqui o texto na integra como citação

O texto foi retirado do site Zero Hedge.

From Paul Tudor Jones

Our extraordinary times offer extraordinary opportunities, but as with most opportunities, there will be winners and losers.

Economies in the developed world find themselves with unemployment levels not seen since the Great Depression. The response from respective governments has been massive fiscal stimulus in conjunction with monetary easing. And now many of these governments, having exhausted all fiscal stimulus measures that are politically feasible, are about to embark on another round of quantitative easing. The Bank of England, the Bank of Japan and the US Federal Reserve have implemented, or are considering implementing, significant rounds of government securities purchases.

Will these measures actually succeed in lowering the chronically high levels of unemployment? Or are the unemployment problems of these countries so structural in nature that these policies will have only limited impact?

We’ve enlisted modeling and forecasting firm Macroeconomic Advisers, LLC to assist with answers to these questions.

But, first, a story: About ten years ago I had an acute case of plantar fasciitis in the left foot, a condition in which the fascia, or the covering right beneath the skin, had become highly inflamed. I asked Pete Egoscue (egoscue.com), a renowned postural specialist but one without medical training, to take a look at my foot. Pete had, after all, healed a number of people I knew, including my wife. Because Pete was self-taught, I was a skeptic— as any good trader would be.

Pete said that he did not need to look at my foot because my foot was not the problem— a response that suggested I was dealing with a quack. But I was patient and continued to listen. He proceeded to explain that the pain in my left foot was the consequence of a structural, postural deficiency in my hip alignment. My right hip was rotated in such a fashion as to make the left side of my body do all the work and bear all the weight, culminating in the inflammation of my left foot. “The pain you feel in your left foot is just the symptom,” Pete said. “If you treat it symptomatically and ignore the structural issue, you will never solve the problem.” I did not immediately grasp the full meaning of his words, but I followed his prescription,and in a few days the pain was gone. Some time later I realized that those words were probably the wisest I have ever heard from any human being, and that they apply to more than just the human body.

The developed world, and the United States in particular, is suffering an economic malaise the likes of which we’ve seen  only rarely in the last 100 years. Policy makers are searching for solutions, but they are too focused on the painful symptoms of unemployment to see the misshapen structure causing it. In so doing, they are presenting some of the more wonderful trading opportunities in quite some time: winners and losers.

The root cause of the unemployment woes is quite obvious. In the United States alone, in the last two decades, nearly six million jobs in manufacturing have been lost overseas. This equates to nearly four percentage points of the current 9.7% US unemployment rate. As importantly, the migration of these jobs contributed to the most unsustainable economic imbalance in the world today—China’s persistent bilateral trade surplus with the United States. During the last decade, China accumulated almost $1.4 trillion of US debt and at least $2.3 trillion in global assets. These figures could grow to $3.8 trillion and $7 trillion, respectively, over the next decade if the current renminbi/US dollar (RMB/USD) exchange rate continues to be artificially suppressed from appreciating.

One entity owning this much debt of one debtor, let alone a foreign government, creates too much risk concentration, and has possibly repressed volatility for debtor and creditor alike. The risk may seem manageable now, but who knows what the nature and temperament of the Chinese and American leaders will be in ten years? Isn’t it possible that either side could weaponize financial imbalances to the detriment of domestic and global stability?

How did we get here? On January 1, 1994, China devalued its currency by 50% in a single day, and since then has experienced a manufacturing boom. After 15 years of impressive productivity gains relative to its trading partners, though, it now resists the smallest appreciation. (The IMF implies the RMB could be as much as 30% undervalued taking 2000 as a base, but absolute purchasing power parity would argue that undervaluation is even greater— possibly as much as 60%.) Clearly, there is a direct correlation between the six million manufacturing jobs lost in the US and the close to twelve million manufacturing jobs gained in China over the last two decades. Robert E. Scott, a Senior International Economist and Director of International Programs at the Economic Policy Institute, estimates that the growing trade deficit with China, a partial consequence of the undervalued RMB, cost the US 2.4 million jobs between 2001 and 2008 alone, the equivalent of 1.6% of the current unemployment rate.

As someone who has traded foreign exchange since 1980, I believe the RMB/USD rate is currently the single most important of all exchange rates. It not only drives the largest foreign trade relationship in the world, it also drives virtually every other exchange rate globally. Dozens of other emerging market countries suppress their exchange rate against the US dollar because the RMB is effectively pegged to the dollar. And what is remarkable is the lack of any concrete policy initiative in the US to change this. For several years, the US Treasury has threatened to name China as a currency manipulator but has always found a basis for avoidance. Even if Treasury cited China, it would just set in motion more negotiations that would likely go nowhere. The lone serious attempt to impose a cost on China’s distortion of global financial markets this year was congressional action on the Currency Reform for Fair Trade Act, known as the Ryan Bill, which would allow US companies to file complaints against China’s currency policies with the Commerce Department, and would empower the Department to levy tariffs and countervailing duties on imports from China.

The Ryan Bill passed in the House of Representatives a few weeks ago by a vote of 348 to 79 but is stalled in the Senate. It drew immediate ire from the Chamber of Commerce as well as from eight former US Trade Representatives to China. But it was the very advocacy of the Chamber of Commerce and those Trade Representatives that led us to our current trade deficit. As Einstein said, “Problems cannot be solved by the same level of thinking that created them.”

That so many Americans continue to accept this suppression of a variety of exchange rates against the dollar is probably a function of the fact that for so long this suppression provided benefits such as cheap goods and cheap credit. In addition, for a while, manufacturing jobs seemed to be replaced by jobs in the service economy and construction industry without any economic disruption or any rise in the unemployment rate. However, the bursting of the credit bubble exposed the true structural decay that had occurred in the US economy. But, like zombies, many Americans still cling to the naive belief that we can return to the good times of the 90s and the earlier part of this decade, unable or unwilling to recognize that those high times were a debt-driven anomaly.

This delusion is fueled by a myriad of financial pundits who warn about the dangers of disrupting free trade. They are quick to point out that the Ryan Bill is contrary to rules of the World Trade Organization. Incredibly, in the WTO’s rules of governance, there is not one reference in any of its documents to the underlying bilateral exchange rate between two countries when trying to reconcile trade differences. It is like trying to referee a World Cup match with a soccer ball that only the players can see. In the case of a controlled or manipulated exchange rate, it is patently unfair if the currency of one partner is grossly misaligned, as the RMB/USD rate is.

Any serious attempt to address the structural imbalance is met with a chorus of boos from financial industry pundits who rail against “protectionism.” In discussions involving the Ryan Bill, these pundits have few qualms with lobbing into the mix, like grenades, those most dangerous of words: “Trade War.” They often invoke the specter of Smoot-Hawley, the infamous US tariff act that triggered a trade war in which American exports and imports were slashed by half, leading a number of economists to argue that its passage contributed significantly to the Great Depression. But what they fail to see, or neglect to acknowledge, is that in modern times there never has been free trade with China; the US has already been in a trade war for nearly two decades; and it is the only time in this nation’s history it surrendered without ever firing a shot.

The United States lost six million jobs, indebted itself to China by $1.4 trillion, and received in return a host of consumer goods, many of which now reside in landfills across the country.

“Trade War” is a very dangerous phrase. Clearly, China and the US are commercial competitors and not enemies. There is no reason for “combat” in any sense of the term. The Chinese have set the RMB/USD peg artificially low because they believed it was necessary in order to shift from an agrarian to an industrial-based economy. The United States also  protected its nascent industrial sector when it did the same thing in the 19th century. Developing a significant export-oriented manufacturing base was part of an ambitious plan to relocate hundreds of millions of rural Chinese to cities where they could obtain manufacturing jobs and pursue a better life. It worked. China’s coasts now burst with export-dependent factories and cities. But now and going forward, China’s export strategy is completely unsustainable. In the intermediate term, much less the long term, it is becoming clear that the main buyer of China’s exports—the United States—can no longer foot the bill. A much better policy would be finding the right balance between domestic demand and exports through a stronger currency. Brazil did this brilliantly between 2005 and 2007. Their currency appreciated 34% against the dollar yet the economy grew 2% more than the prior three years and above what was thought previously to be the speed limit. The incoming Chinese administration of 2012 will be forced to contend with a population that has been relocated and retrained for jobs that may one day disappear, much as they did in the United States, all because China engaged in a futile attempt to avoid an inevitable re-equilibration of exchange rates. After all, one way or the other, the real US and Chinese exchange rate will find equilibrium– either through nominal movement or through relative inflation rates.

Just as the Chinese elite have become dangerously wed to an unsustainable export-driven manufacturing model, the US elite have become indifferent to mercantilist assaults on the global trade framework. In mid-September, when the Bank of Japan intervened to suppress the value of the yen against the dollar, there was no response from America’s political, financial and media leaders. While these interventions might have been understandable six years ago, when Japan’s economy was relatively less well off than that of the United States, they are far from necessary today: Japan has an unemployment rate that is half that of the United States and it still runs a trade surplus. Nonetheless, Japan intervened to protect its export industry, and the United States, incomprehensibly, responded with not even a whim

1 Comment

Filed under The Big Picture

Bolsa SEMPRE da dinheiro no longo prazo?

Resposta curta:  Depende da sua definicao de longo prazo.

Resposta longa: Devido não ser possivel responder a tal pergunta com um simples SIM ou um Nao, então, vou dar minha opiniao sobre a assertiva do título acima.

Primeiro ponto a se definir é:  o que eh Longo Prazo? Se longo prazo for 1 ano por exemplo, que é a definiao de ciclos contabeis a resposta é NÃO. Partindo do pressuposto que a afirmacao é SEMPRE verdadeira, ou 100% dos casos.

Se a resposta for 3 anos, 10 ou ainda 15 anos a resposta ainda é nao?

Antes que prossiga no post queria deixar claro aqui que estou usando como “BOLSA” o indice DOW Jones, para minha analise. Isto porque é o indice calculado que tem a maior historia pra chegar-se a algumas conclusão. Nao me atreveria a fazer isto com o IBOVESPA pois comecou em 1968, se não me falha a memória. Alias se voce quer ter uma ideia sobre indices de acoes leia o livro do Helio de Paula Leite.  Foi meu professor de financas na GV, que Deus o tenha. Um dos melhores professores que tive na graduacao.

Lembro que a prova de Portfolio Theory foi uma prova de estatistica avancada. Lembro que a classe ficou revoltada. E sua resposta ireverente foi: “Markowitz ganhou o premio nobel de Economia com uma tese de “estatistica” e nao de economia ou financas”.

Certo ele e errado os reclamoes.

Enfim, voltando ao post o maior periodo que o Dow demorou para recuperar de um bear market foram 25 anos, sendo de 1929 a 1954. Isto quer dizer que o individuo que acreditava que bolsa SEMPRE da dinheiro no longo prazo teve que esperar 25 anos para ficar no ZERO a ZERO. Se considerarmos inflacao este pediodo foi ainda maior.

Veja gráfico do Dow nos ultimos 100 anos.

Entao,  tirando minha primeira conclusão. Se voce considera que 25 anos, ou mais, é a medida de longo prazo, logo a reposta é SIM a bolsa SEMPRE da dinheiro no longo prazo.

Em Janeiro de 2010 eu escrevi um post que me deu um trabalhinho, sobre qual foi o investimento da Decada: Link aqui.

Espero que curta este post deste meu outro blog. Eu fiz a comparacao entre alguns investimentos e descontei coisas como inflação e cambio para normalizar os resultados para chegar a alguma conclusao de qual era melhor investimento da decada de 2000.

Quando era vendedor de fundo de investimentos na Hedging Griffo eu basicamente era “impelido” a dizer para os meus cliente, pois este era o discurso que aprendi, que investimento em Bolsa so se pode avaliar depois de 3 anos, pois os altos e baixos eram “normais”. Se vendia muito a ideia que em bolsa o que funciona era o Buy and Hold. Compra e segura, em portugues. Se olhar na decada de 80 e 90 isso era a mais pura verdade, mas se olhar num prazo maior como 100 anos, 20 anos pode não ser o suficiente, como demostrado acima.

Por exemplo, quem comprou e segurou Nasdaq ou Dow Jones em 2000, depois de quase 11 anos ainda estao no negativo.

Tambem quem comprou o indice Dow em 1965 so saiu do Zero a Zero em 1981. Embora ter sido um periodo de crescimento economico a bolsa ficou “de lado”.

Mudando um pouco de assunto, eu sou adepto da teoria que no mercado existem Bull e Bear markets seculares, ou em outras palavras, longo prazo.

Acredito que o mercado atualmente esta em um secular bear market que comecou em 1999/2000 e acho que ainda vai durar um “pouco”.

A medida que defino Bull e Bear é em relacao a P/E (Price/Earnings). Em um bull market o P/E tendem a subir e em um Bear Market tendem a cair. Se quiser saber mais leia o livro Unexpected Returns. Tai estou citando outros livros da minha biblioteca.

Outra boa medida, pouco objetiva, entretanto util, é que um Bull market termina quando “todo mundo” esta Bullish e um Bear quando “todo mundo” esta bearish.

Tipo quando voce for a um restaurante e o garcom estiver falando em comprar acao… e ate o gari esta pensando em entrar no mercado de acoes esta na hora de vender TUDO. A tipica estrategia ZEM (ZERA ESSA MERDA) é recomendada. Mais ou menos o que aconteceu no Brasil em 2008 onde até o “Ze Mane” tinha dinheiro do FGTS na Petro e na Vale.

Por outro lado, quando a manchete da Veja for: O FIM DA RENDA VARIAVEL. Então esta na hora de vender a casa, o fusca o barco o sitio e a fazenda e comprar acao.

Assim, quando ta todo mundo tomando porrada, e nao aguenta mais perder dinheiro na bolsa e P/E medio esta em torno de um digito. Algo como 5x, por exemplo, então hora de apostar o rancho em acoes.

Momentos como este foram 1932/33, 1981/82 e mais recentemente, ate certo grau, Marco de 2009. Foi quando as acoes do Citibank chegaram em 99c. Ate a Agencia Dow abriu uma excecao a regra onde pela primeira vez uma acao cotada a menos de 1 dolar fez parte do indice. Foi ai que comecou o Rally de 2009 que foi o maior rally da historia da bolsa nos EUA, medido em rendimento em um curto espaco de tempo, ou seja, do fundo em Marco ate o pico em Setembro. Algo como 70% de aumento em 6 meses.

Agora antes que pare de ler o meu blog e me escomunge porque apesar de ser um cara “tecnico” porque estou aqui falando de fundamentos.

Aproveito a oportunidade, depois de ja ter cumprido o proposito do post de dar minha opiniao sobre a acertiva do título, é explicar que partes dos fundamentos eu olho.

Como ja foi explicado na introducao da sessao THE BIG PICTURE.  Eu nao invisto em ativos olhando os fundamentos como balanco etc. Sou um trader baseado em sistemas e pra mim trade é um jogo estatistico, entretanto eu acompanho a visao macro pra ter uma ideia de qual sistema que opero esta mais propenso a dar dinheiro devido as condicoes do mercado. Tambem trabalho com possiveis cenarios para onde o mercado pode ir no futuro.

Atualmente trabalho com o cenarios de deflacao e inflacao que acompanho e tambem com a analise do secular bear market que estamos, na minha opinião, e assim vou levando. Ainda acredito que o bear market nao acabou e que ainda estamos num momento deflacionario ou retracao de credito. Nao sei quanto isto ainda vai durar, mas ainda nao vi evidencia do contrario.

Pode ser que depois deste periodo entremos em um novo periodo de prosperidade ou entremos ate em um periodo de stagflacao, que acho pouco provavel, mas nao impossivel.

Nao gosto de dar datas, mas acho que vai demorar um pouco pras coisas melhorarem. Algo como 2 a 5 anos acredito eu… ou mais… Entao colocando datas algo como 2012 ou 2013 + plus.

A principal razão é porque  precisamos “Expurgar a PODRIDAO do Sistema” em outras palavras a quantidade de divida e alavancagem no sistema. Por isso, sou mais pendente a apoiar a ideia da deflacao. E isto so da pra curar com o tempo.

Não adianta imprimir dinheiro e estimular a economia.

Isto é igual o cara que ta gripado e toma analgesico pra passar os sintomas e o virus ainda continua la e a gripe so vai passar com o tempo.

A mesma analogia podemos usar para o Quantitative Easing, i.e., impressao de dinheiro, que o Ben Bernanke esta fazendo, isso so posterga a solucao do problema na minha opinião. Outra analogia, se não é abusar muito delas, é como dar mais bebida pra alguem que ja esta bebado.

3 Comments

Filed under Biblioteca, Psicologia de Trading, Reflexão, The Big Picture

Debate Inflação/Deflação (Inflation/Deflation)

Talvez o topico de Inflação/Deflação é um grande assunto negligenciado pela midia main stream e pra mim hoje é a coisa mais importante a se monitorar se voce é um trader que se interessa com a visão do todo, como eu.

Ainda nao toquei aqui no blog sobre o que acho da influencia das noticias em trades. Lembro que ainda recem formado trabalhando na Hegding Griffo um amigo meu me disse um cliché: “A midia é uma meio de manipulacao das massas”. Nao poderia ser a mais pura verdade, alias eu acho que vou mais longe “a midia, principalmente a main stream, é um meio de anestesiar a massa”. Já há algum tempo eu leio jornal so pra me divertir aos sabados. Tipo dar umas risadas pra ter uma ideia do que a massa esta lendo e o que os reporters estao escrevendo.

Hoje confesso que desenvolvi a habilidade de separar o joio do trigo, isto é ainda tem alguns poucos lucidos que escrevem coisas que fazem sentido, mas a maioria é lixo, enfim isso é assunto para outro topico.

Televisao em casa fica desligada a nao ser para assistir um DVD, uma comedia. esportes ou um documentario. Noticia mesmo so on demand na internet e faco isto ha muito tempo.

Voltando o debate deflacao e inflacao acho crucial acompanhar como este debate vai se desenrolar e como isso pode influenciar o seu trade, seja ele bolsa, commodies, futuros ou Forex.

Acho interessante ler o post sobre definicao de dinheiro, inflacao e deflacao para entender melhor deste ponto em diante.

Basicamente na blogsfera existe um debate intenso e recomendo pesquisar os seguintes caras que acampanho.

Do argumento da inflacao:

  • Marc Faber: Editor do Gloom Boom and Doom report. Sempre está na midia e tem uma porrada de video dele no YouTube.
  • Peter Schiff: Dono da Euro Pacific Capital. Sua popularidade na midia é grande e tentou se candidatar ao senado nas próximas eleições (2010), mas perdeu a nominação. Basicamente Peter é o que chamamos de um gold bug. O cara acha que ouro vai estourar, mas acho que não seja um cara que tem um timing bom, e dizem que seus clientes perdem grana por não ser um bom trader, apesar de ter cantado bem a bola da crise de 2008. Acho que seu defeito, segundo Mish (veja abaixo), é que sua visão é muito centrada nos EUA.
  • Michael Pento: Economista da Delta Global Advisors sempre esta na CNBC comentado e recentemente foi praticamente expulso do ar pela musa Erin Burnett no ar. Prai da pra ver que o cara não tem papas na lingua.
  • Jim Grant: Um dos economista que mais entendem do mercado de Bond e taxa de juros. Seu site.

Agora do lado da deflação

  • Mish Schedlock: Apesar de não ter uma formação em economia é um dos caras que acho que mais entende da dinamica de economia mundial. Mish é um fenomeno e o seu blog é o mais lido de economia no mundo. O cara ter formação em TI e começou a blogar porque ficou desempregado e não conseguia se recolocar na área. Neste caso perder o emprego foi para o bem. Seu blog é o Global Economic Analysis.
  • Hugh Hendry: Hedge Fund Manager da Eclectica Asset Management. Atualmente rankeado o Hedge Fund mais rentavel do ano pela Bloomberg. Não perco uma aparição dele na midia pela sua irreverencia e sinceridade. Da pra dar umas boas risadas. O cara é um genio.
  • David Rosemberg: Economista chefe da Gluskin Sheff Associate. Sempre está na midia e é uma das principais assumidades em bonds e sempre fala sobre suas visões sobre onde o mercado de bonds esta indo. Segundo ele para niveis nunca imaginados antes.

Apresentado os protagonistas da discussão, vou tentar resumir as duas linhas de pensamento aqui.

Os que defendem inflação acham que havera no futuro proximo, e isso pode ser em 1 ou 5 anos, uma hyperinflacao na verdade, que será causada principalmente pela impressão de dinheiro nos EUA o que levara ao colapso no Mercado de bonds nos EUA e do USD.  O preco das commodities, que sao hoje denominados em dolares irao disparar em consequencia do colapso das verdinhas, principalmente ouro que segundo os inflacionistas é um hedge  contra a inflacao.

Os inflacionistas estao posicionados basicamente em dois trades. Estao comprados (long) em ouro e outros  metais preciosos (e.g. prata e platinum) e vendidos em US treasury. Eles acreditam que os EUA nao vao dar conta de servir os juros da divida e acha que a situacao de debito vai piorar com as obrigacoes futuras como seguro social, previdencia e seguro saude que o governo atual (Obama) e outros passados estao se compromentendo.

Um outro argumento defendido bem por Jim Grant é que o ciclo dos Bond Yields que estao em queda desde 1982 hoje estao nos niveis mais baixos da historia e quando eles atingem o fundo do poco eles comecarão a subir.

Nao é o escopo entrar em detalhe, mas uma forma de combater a inflacao é aumentar as taxas de juros, assim sua premissa esta em que os yields (juros) dos bonds vao aumentar em consequencia da pressao inflacionaria. Jim acredita que o mercado de Bond é uma enorme bolha.

Por outro lado, o argumento dos deflacionistas é o seguinte:

Não é tão simples como o oposto da visão inflacionária. O que dizem é que existe na economia ciclos de expansão e de contração de credito, sendo deflação a parte do ciclo de contração de crédito. Eles explicam que o que aconteceu de mais ou menos 1982 ate 2007 foi uma absurda expansão de credito na economia, como nunca visto antes, onde as pessoas, empresas e bancos ficaram absurdamente endividados basicamente no mundo todo e nao tem mais condicoes de tomar mais divida.

Neste periodo de expansao de crédito o valor dos ativos, como propriedades, commodities e patrimonio em geral aumentaram muito e foram basicamente inflados por esta criacao de divida e alavancagem. Assim se chegou em um ponto onde eles acreditam que o mundo gerou uma capacidade produtiva onde nao pode se consumir mais a nao ser com mais expansao de credito.  Entretanto, nao da mais para aumentar  mais a divida, pois ela esta nos limites do insuportavel.

A teoria deflacionista explica bem a crise que deu em 2007/2008, a pior desde a crise de 29, que pra mim ainda esta acontecendo. Quando a crise estourou as pessoas, instituicoes financeiras e empresa nao conseguiam mais carregar a divida que tinham. A divida durante decadas estava artificialmente aumentando o preco dos ativos. Assim, em 2008 o credito facil secou no sistema e o Mercado entrou em um colapso e todos tiveram que se livrar dos ativos para pagar as dividas e  “ todo mundo”, ou pelo menos a maioria, ficou debaixo d’agua, pois a divida ficou maior que os ativos, gerando patrimonio liquido negativo. Isto basicamente é o cenario deflacionario, causado principalmente pela contracao do credito.

O que tem acontecido nos ultimos 2 anos, desde que o  Lehman Brothers quebrou e a crise se acentuou é que apesar dos juros nos EUA estarem praticamente zero % e o FED (Banco Central Americano) tem impresso mais de 1 trilhao o credito continua ainda contraindo e nao ha sinais de inflacao.

Mas como podemos acompanhar qual cenario vai se desenrolar e quem esta ganhando o argumento no momento?

Eu acompanho basicamente 2 coisas

  • Preco dos Bonds
  • Preco do ouro e commdities em geral

Atualmente a coisa esta um pouco confusa porque o preco do ouro esta sugerindo inflacao, pois o preco tem subido fortemente nos ultimos 10 anos e mais acentuadamente nos ultimos 2 fazendo novos recorde de precos recentemente. Por outro lado, o preco dos bonds estao sugerindo deflacao, pois o preco dos titulos estao subindo e as pessoas estao bem aversas a risco com medo da bolsa, por exemplo.

No geral acho que deflação esta ganhando o debate. O que acontece atualmente nos EUA  é uma outra caracteristica de periodos deflacionarios. A confianca do consumidor fica baixa e as pessoas consomem menos, as empresas produzem  menos, existem cortes, o desemprego aumenta e os precos caem.

Qual a opiniao de Velaepavio?

Eu particularmente tendo mais a advogar a deflação, pelo menos no curto e medio prazo. Digo nos proximos 2 a 5 anos e dependendo da acao de varios protagonistas ao redor do mundo podemos voltar a um novo ciclo de crescimento la na frente (2015+) ou ter o caos da hyperinflacao que segundo Mish é tão improvavel que será basicamente o fim do mundo (the game end).

Eu acredito que no momento estamos em um secular Bear Market e a coisa ainda vai ficar feia nos proximos 2 a 5 anos ate termos um novo bull market. (assunto para outro post)

Finalizando, o que vai desenrolar depende dos principais protagonistas que são:

  • EUA
  • China
  • Europa ( principalmente os PIIGs Portugal, Espanha, Italia, Irlando e Grecia)
  • Outros Emergentes : Russia, Brasil e India, mas com pouco poder de decisao.

O principal problema de fazer previsoes é que nao se sabe o que se passa pela cabeca de Ben Bernanke, Obama, Hu Jintao, Jean Claude Trichet e membros da Uniao Europeia como Grecia. Tambem existem outros probleminhas pela frente como Iran, Climate Change e falta recursos em geral no futuro, como petroleo, fertilizantes e comida.

Acho que chega por este post…

Desenvolverei o assunto The Big Picture entrando em mais detalhe nos futuros posts. As ideias sao coisas como

–          Entenda a atual crise e onde estamos no momento

–          O que o Mercado de bonds estao dizendo

–          Ouro esta indo em direcao a 5000?

Caso tenha alguma sugestão ou duvida deixe um comentário.

5 Comments

Filed under Reflexão, The Big Picture

Meu primeiro Trading Plan (estrategia de operacao)

Na minha percepcao sobre o fundo do poco no mercado, vide post anterior,  eu tracei uma estrategia, bem inspirado no livro: How to Beat the Managed Funds by 20%

Os criterios da estratégia eram os seguinte:

Selecionar no maximo 5 acoes que atuam em setores diferentes que estavam em uma tendencia de alta.

O que o livro fala sobre diversificação é que se voce compra mais do que 5 a 10 ações o retorno da carteira fica praticamente muito parecido com o indice do mercado. Neste caso é melhor comprar o indice ou um fundo de indice que é mais eficiente em termos de custos.

O Ator, como eu, é um advogado da concentração e não diversificação, mas nao vou discutir isto neste post.

Enfim, destas cinco ações o balanceamento inicial do portfólio era 20% por acao com um stop loss de 15%. Quando os 15% for atingido ficar em caixa ou compra a acao que esta mais subindo no portfolio. Simples assim.

Este sistema era mais um que adota o principio.

“Corte suas perdas e deixe o lucro fluir” ou em Ingles: “Cut your losses and let the profits run”.

Eu violei a regra do sistema sobre açoes em tendencia de alta. Acho que na epoca fiquei ancioso e percebi que o mercado estava perdendo força e meio que se consolidando e resolvi tomar o risco. Eu nao recomendo a fazer isto, a não ser que voce honre a principal regra de qualquer sistema, na minha opinião, CORTAR as PERDAS. Segundo o livro uma tendencia de alta era definida se a ação esta fazendo novos altos altos e novos altos baixos nos ultimos 3 meses. Mais sobre isso na parte de analises gráfica do site e no link do curso abaixo.

O meu critério da escolha das ações era totalmente arbitrario e foi o eguinte:

Escolher empresas que pagavam mais que 5% em dividendos. Com um balanco “solido”. Meu raciocinio era o seguinte. Se estas empresas com bom fundamentos cairam em media 50% em 6 meses e pagam mais de 5% em dividendo na pior das hipoteses eu ganho mais que renda fixa que na epoca estava dando 3% devido aos drasticos cortes do Banco Central Australiano com a Global Financial Crises (GFC).

Atenção que essa nao eh minha estrategia hoje, mas pelo menos foi um primeiro passo pra me levar onde estou hoje. Continue lendo que voce vai entender.

Fui lá em comprei $1000 de cada ação no dia 20 de Fevereiro de 2009. No primeiro dia todas subiram um pouco. Tinha colocado um Stop Loss de 15%. Ai as empresas comecaram a cair, cair, cair. Pensei: PRECISO SEGUIR O MEU PLANO. Ai esta um dos primeiros trejeitos de um bom trader. SEGUIR O PLANO uma vez ele traçado.

Aguentei firme quando eu estava pra colocar minha ordem de venda no Mercado ele comecou a virar de forma violenta e logo estava no lucro no final de marco. O fundo do poco foi 6 de marco. Apenas 2 semanas depois que entrei no Mercado. E vi acoes subirem 10, 20 ate 100% do meu preco de entrada em questao de 5 meses. Eu me arrependi so de ter colocado só $5000. Poderia ter colocado $50000 e estar dando risada.

Nessa epoca entao se intensificou minha pesquisa e comecei a ler todos os livros de investimento da biblioteca. Teve um em particular que causou a grande VIRADA. Foi Trading Secrets de Louise Bedford. Basicamente é um livro focado em um estilo técnico de trading aliado a um trading plan. Eu recomendo a leitura.

Eu sempre foi cetico a ser tecnico, sempre fui um cara intelectual e fundamentlista. Um dos motivos que pedi demissão na Hedging Griffo e fui para consultoria é que trabalhar e ser bem sucedido na área comercial não exigia um desafio intelectual. E isso me deixava pra baixo na época.

O que importava pra mim era os fundamentos. Ser tecnico na GV era meio que uma heresia, mas mais uma vez meus olhos comecaram a se abrir para novas perspectivas.

Vi que análise tecnica fazia total sentido. Não que analise fundamentalista seja asneiras porque, na minha opinião, tanto uma quanto a outra fazem sentido. Elas são apenas duas estratégias diferentes de fazer dinheiro no mercado. O importante é saber como que cada estretégia funciona e seguir as regras.

Então, na internet comecei a pesquisar e encontrei um bom site sobre trading education (informed traders). Lá tem excelentes cursos gratuitos. Se você entende Inglês eu recomendo. Acho bobagem comprar cursos de analise tecnica basica como eu comprei um brasileiro da Kaeme Brasil e me arrependi. Não que o curso seja ruim, mas tem coisa melhor e de graça na internet como o link acima.

Um parenteses: Nao se iluda que analise tecnica é a resposta pra tudo:  não é.

Analise técinica é apenas uma parte importante, mas não a mais importante.

Com a leitura deste blog voce vai entender o que estou de falando. É que não quero te inundar com informação logo no começo, pois tem assunto pra muito post ainda. O intuito do início do blog é contar sobre minha jornada e como que uma coisa levou a outra pra chegar onde estou hoje. Isso não significa que cheguei em um lugar e vou ficar aqui. A jornada ainda continua.

Enfim voltando a onde estava, essa foi a epoca que comecei a me aprofundar em analise tecnica. E comecei a ler tudo o que podia.

Assistindo um cursos de analise tecnica no site Informed Traders e em particular no modulo 7 sobre positioning size teve uma frase que me chamou a atenção que era a chamada do video: O que separa os vencedores dos perdedores.

Neste modulo me deparei com um nome que citaram algumas vezes. Van K Tharp. E comecei a pesquisar sobre ele.

Nesta epoca foi mais ou menos em Julho de 2009 e minha carteira estava bombando e a bolsa estava no maior rally da história, so que ao mesmo tempo percebi que quanto mais lia, eu me dava conta que menos eu sabia e que minha primeira estratégia, apesar de ter sido importante no aprendizado não ia me levar muito longe, pois eu queria mais do que bater os fundos por 20%. Meu objetivo era viver do meu lucro de trading e ter independência financeira.

Então decidi vender todas minhas ações e ir pra caixa 100% novamente. Foi ai que entrei no processo de imersão em leitura, estudo e achar o que fazia sentido pra mim em trading.

1 Comment

Filed under Jornada, Trading Plan